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Relator da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas e inclui Lulinha

O parecer do relator aponta indícios de proximidade com investigados e sugere o indiciamento por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e participação em corrupção passiva

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou, nesta sexta-feira (27/3), o relatório final da comissão com o pedido de indiciamento de 218 pessoas -  (crédito: Geraldo Magela/Agência Senado)
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou, nesta sexta-feira (27/3), o relatório final da comissão com o pedido de indiciamento de 218 pessoas - (crédito: Geraldo Magela/Agência Senado)

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou, nesta sexta-feira (27/3), o relatório final da comissão com o pedido de indiciamento de 216 pessoas. A análise ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a liminar favorável à prorrogação do colegiado, mantendo o prazo de encerramento até este sábado (28).

Entre os nomes citados está o empresário Fabio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente da República. O parecer do relator aponta indícios de proximidade com investigados e sugere o indiciamento por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e participação em corrupção passiva.

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A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que ele não é alvo de investigação formal da Polícia Federal. Ainda assim, o nome do empresário foi citado ao longo das apurações e apareceu em diligências realizadas contra a empresária Roberta Luchsinger, no fim do ano passado.

O relatório também menciona o empresário Antônio Camilo Antunes, apontado como um dos principais operadores do suposto esquema. Segundo o documento, a comissão não conseguiu avançar na apuração de indícios relacionados a pagamentos e viagens que teriam sido custeados por ele, mas destacou sua atuação como articulador.


Além de Antunes, o parecer inclui o empresário Maurício Camisotti como operador financeiro e intermediário. Ambos são citados por envolvimento em crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e inserção de dados falsos em sistemas públicos.

Instalada em agosto, a CPMI tem prazo final até este sábado (28). O relatório, com mais de 4 mil páginas, está dividido em nove núcleos e envolve empresários, servidores, entidades e agentes políticos. Parlamentares da base governista articulam um texto alternativo, e a votação pode se estender, diante de divergências sobre os pedidos de indiciamento, segundo o presidente da comissão, Carlos Viana.

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postado em 27/03/2026 12:38 / atualizado em 27/03/2026 12:51
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