CASO MASTER

Presidente da CPMI do INSS defende nova comissão para investigar Banco Master

Carlos Viana afirma que caso pode envolver rede mais ampla de relações políticas e financeiras e pede apuração específica no Congresso

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que as investigações em curso podem revelar um esquema mais amplo do que as fraudes inicialmente apuradas na Previdência. Após o cancelamento da sessão desta quinta-feira (5/3), o parlamentar defendeu a criação de uma nova comissão para investigar especificamente o Banco Master.

Segundo o senador, documentos analisados pela comissão indicam que as irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem ser apenas “a ponta de uma série de escândalos”. Para ele, é necessário identificar grupos políticos e econômicos que teriam facilitado o acesso a recursos públicos e a estruturas do sistema financeiro.

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Viana comentou ainda mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). O presidente da CPMI afirmou que conversas isoladas não podem ser interpretadas como prova de irregularidades e defendeu que eventuais suspeitas sejam apuradas com base em evidências robustas e com direito à manifestação dos envolvidos.

O senador também respondeu a críticas feitas por parlamentares da base governista sobre a condução das investigações envolvendo instituições religiosas. Segundo ele, seis igrejas foram mencionadas nas apurações e, em três casos, foram identificados indícios de recebimento irregular de recursos, o que levou à quebra de sigilo. Nos demais casos, afirmou, as doações analisadas não apresentaram sinais de lavagem de dinheiro.

Sobre a movimentação financeira do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, Viana disse que a CPMI não pode fazer pré-julgamentos. De acordo com o senador, a quebra de sigilo tem o objetivo de esclarecer se valores movimentados têm origem lícita ou se estão relacionados a eventuais desvios de recursos públicos.

O presidente da comissão também afirmou ter solicitado esclarecimentos à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça sobre a morte de um investigado ligado ao caso dentro de uma unidade da corporação em Minas Gerais. Para ele, é necessário garantir uma investigação independente para descartar qualquer possibilidade de irregularidade ou eventual tentativa de ocultação de provas.

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