
Momentos após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo plenário do Senado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro de Relações Institucionais José Guimarães afirmou que o governo recebeu o resultado “com serenidade”, mas cobrou explicações da Casa sobre os motivos que levaram à derrota do indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em coletiva concedida logo após a votação, Guimarães saiu em defesa de Messias e disse que o presidente encaminhou ao Senado “o melhor nome”, destacando que o advogado-geral da União preenchia todos os requisitos exigidos pela Constituição, além de ter, segundo ele, conduta ilibada, preparo intelectual e compromisso com a Carta Magna.
“O presidente Lula enviou o melhor nome, na nossa opinião. Um nome sem qualquer restrição do ponto de vista da conduta, do preparo intelectual e do compromisso com a Constituição Federal”, declarou.
Guimarães também elogiou o desempenho de Messias durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), classificando sua exposição como firme e destacando sua postura em defesa da Constituição. Para o ministro, o agora ex-indicado demonstrou qualificação técnica e compromisso institucional ao longo de todo o processo.
Apesar de reconhecer a prerrogativa constitucional do Senado de aprovar ou rejeitar indicações presidenciais, Guimarães subiu o tom ao afirmar que cabe aos senadores justificar a decisão tomada em plenário.
“Aceitamos a decisão do Senado. Cabe, portanto, ao Senado explicar as razões que levaram a maioria a não aprovar uma das melhores indicações da República para o Supremo”, afirmou.

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