DERROTA DO GOVERNO

PT fala em judicializar derrota de Messias e aponta "acordão" no Senado

Um dia após a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (RS), afirmou que advogados da legenda estudam teses jurídicas para contestar o desfecho e disse que o governo foi surpreendido por uma articulação política de última hora

PT pode judicializar derrota de Jorge Messias no Senado, diz líder Pedro Uczai.
 -  (crédito: Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
PT pode judicializar derrota de Jorge Messias no Senado, diz líder Pedro Uczai. - (crédito: Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

Um dia após a derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (RS), afirmou nesta quinta-feira (30/4) que o partido avalia judicializar o processo no Senado que culminou na rejeição do nome defendido pelo Palácio do Planalto. Segundo ele, advogados da legenda já estudam fundamentos jurídicos para contestar o episódio, e uma eventual ação pode ser anunciada nos próximos dias.

“Estamos fazendo um estudo para perceber quais as teses jurídicas que poderíamos apresentar. Se tiver sustentação, não tenho dúvida de que até amanhã a gente anuncia a judicialização”, declarou Uczai, após a sessão conjunta do Congresso que derrubou o veto presidencial ao projeto da dosimetria.

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Na avaliação do petista, a derrota de Messias não foi resultado de erro de contagem política, mas de uma reviravolta construída nos bastidores do Senado. Uczai afirmou que, até uma semana antes da votação, o governo trabalhava com maioria consolidada, mas viu o cenário mudar diante de um “grande acordão” que, segundo ele, provocou mudança de votos e alterou o desfecho da indicação.

Sem apresentar provas, o parlamentar atribuiu a articulação a uma aliança entre setores da oposição bolsonarista e grupos que, segundo ele, teriam interesse em barrar investigações ligadas ao escândalo do Banco Master. “O governo se descuidou de um grande acordo em andamento. Esperou ver e foi derrotado”, afirmou.

Apesar do discurso duro, Uczai rejeitou a tese de retaliação política contra partidos da base que teriam se afastado da orientação do Planalto. Para ele, o caminho não passa por exonerações ou revanches, mas por uma recomposição da articulação governista no Senado. “Isso é fígado, isso é vingança. Não concordo com esse jeito de fazer política”, disse.

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Por Wal Lima
postado em 30/04/2026 17:01
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