SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Flávio Dino dá 48 horas para Câmara explicar viagem de Mário Frias

Magistrado quer saber se o parlamentar viajou usando recursos públicos. Congressista não retornou ao Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) -  (crédito:  Gustavo Moreno/STF)
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) - (crédito: Gustavo Moreno/STF)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quarta-feira (20), que a Câmara dos Deputados apresente, em até 48 horas, esclarecimentos sobre a viagem internacional do deputado federal Mário Frias ao Bahrein e aos Estados Unidos, na semana passada. O presidente da Casa Legislativa, Hugo Motta, foi notificado para apresentar as justificativas.

A decisão ocorre em meio às dificuldades enfrentadas pelo Supremo para localizar o parlamentar, que é alvo de uma investigação relacionada ao envio de emendas parlamentares para entidades ligadas à produção do filme Dark Horse, obra inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Oficiais de Justiça tentam intimar Frias há mais de um mês, sem sucesso. No ofício enviado à Câmara, o magistrado solicita detalhes sobre a situação funcional do deputado, incluindo autorização da missão internacional, duração da viagem, possíveis custos e eventuais pagamentos relacionados ao deslocamento.

A viagem ao Bahrein teria ocorrido entre os dias 12 e 18 de maio, em agenda organizada pela embaixada do país árabe com o objetivo declarado de fortalecer relações bilaterais com o Brasil. Depois disso, Frias seguiu para Dallas, nos Estados Unidos. A Câmara informou que o parlamentar apresentou pedidos para realizar as viagens sem custos para a Casa Legislativa. Dino conduz um pedido apresentado pela deputada Tábata Amaral para avaliar o caso.

A Corte avalia suspeitas de direcionamento de recursos públicos para organizações ligadas à produção do filme Dark Horse, no qual Mário Frias atua como produtor executivo. Entre os pontos investigados está o repasse de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme.

Na semana passada, o ministro abriu uma apuração preliminar sobre transferências de recursos feitas por parlamentares do PL para instituições ligadas ao projeto.

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postado em 20/05/2026 20:39
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