Legislação

STF pede explicações ao governo por falta de cadastro para crimes sexuais

Ação do Novo no STF aponta omissão na criação de cadastro sobre condenados por estupro e pedofilia, prevista em leis de 2020 e 2024. Ministra Cármen Lúcia deu cinco dias para o governo se manifestar

Novo reforça que a falta desse banco de dados mantém uma desigualdade perigosa no acesso a informações vitais para a segurança pública -  (crédito: Antonio Augusto/STF)
Novo reforça que a falta desse banco de dados mantém uma desigualdade perigosa no acesso a informações vitais para a segurança pública - (crédito: Antonio Augusto/STF)

O Partido Novo ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que questiona a falta de regulamentação e implementação de bancos de dados nacionais que deveriam reunir informações sobre condenados por estupro, pedofilia e outros crimes sexuais.

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.328 denuncia uma “omissão sistêmica” do governo federal, segundo o Novo, e foi distribuída para a relatoria da ministra Cármen Lúcia.

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A magistrada, por sua vez, determinou, com urgência, que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prestem esclarecimentos em até cinco dias. Depois, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão três dias para se manifestar.

A base da denúncia sustenta que o poder público ignora determinações legais estabelecidas há anos: os cadastros estão previstos nas leis n° 14.069, de 2020, e n° 15.035, de 2024. O partido argumenta que já se passaram quase seis anos desde a promulgação da primeira, e dois anos da segunda, sem que os cadastros tenham sido implementados ou que existam medidas em andamento para tal.

A finalidade das leis é tornar públicas as informações sobre os condenados, garantindo acesso a cidadãos, famílias e instituições públicas ou privadas para auxiliar na prevenção da violência sexual.

Demora fere Constituição, diz Novo

O Novo alega que a demora estatal fere preceitos fundamentais da Constituição Federal, tais como a dignidade da pessoa humana, direitos à vida e à segurança e acesso à informação, transparência e publicidade administrativa.

A legenda reforça que a falta desse banco de dados mantém uma desigualdade perigosa no acesso a informações vitais para a segurança pública.

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postado em 27/05/2026 16:26
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