O deputado federal e ex-ator Mário Frias (PL-SP) se pronunciou novamente sobre o envolvimento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, na produção do filme Dark Horse, do qual é produtor executivo. Nesta quinta-feira (14/5), Frias recuou sobre as declarações de que o banqueiro não havia financiado o longa sobre Jair Bolsonaro.
"Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, esclareço que não há contradição material entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”, afirmou o deputado, em nota.
Anteriormente, Frias havia declarado que Vorcaro não teria contribuído financeiramente com a obra. Essa informação corrobora com o comunicado publicado pela produtora Group Entertainment, na quarta (13). Cerca de 20 horas depois, o deputado recuou.
“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, declarou.
A Entre, citada pelo deputado, é suspeita de atuar junto à outras empresas de Vorcaro, conforme publicado pelo jornal Estadão. A instituição foi liquidada pelo Banco Central em março e a Polícia Federal aponta indícios de que o banqueiro agia como “dono oculto” do grupo.
Na nova nota divulgada, Frias também voltou a afirmar que o senador Flávio Bolsonaro, flagrado pedindo dinheiro ao banqueiro, e Eduardo Bolsonaro não estão envolvidos na produção de Dark Horse. Segundo ele, a quantia captada para a obra foi utilizada exclusivamente no desenvolvimento.
Leia a primeira nota de Frias:
“Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:
1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.
2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.
3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.
4. ?Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional.
5. Por fim, um lembrete pessoal: geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir.
Deputado Federal Mário Frias, produtor executivo".
Leia a segunda nota de Frias:
"Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, esclareço que não há contradição material entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento.
Quando afirmei anteriormente que não há “um centavo do Master” no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta.
Reitero que o senador Flávio Bolsonaro e o Deputado Eduardo Bolsonaro não têm sociedade no filme nem na produtora ou com qualquer outra estrutura ligada ao filme, tendo apenas autorizado o uso de direitos de imagem da família. Também reafirmo que todo o dinheiro captado foi utilizado exclusivamente na produção do filme Dark Horse, projeto realizado com capital privado e sem qualquer recurso público.
Deputado Federal Mário Frias. Produtor Executivo"
Saiba Mais
-
Política PT fará pesquisa de circulação interna após áudio de Flávio Bolsonaro
-
Política Flávio Bolsonaro nega que dinheiro de Vorcaro tenha sido repassado a Eduardo
-
Política Novo diz que doação recebida de pai de Vorcaro de R$ 1 milhão foi legal
-
Política Lula diz que "mentira tem perna curta" e PT associa fala a Flávio Bolsonaro
