França

Lula diz que "nunca foi esquerdista", em conversa vazada em encontro do G7

Em diálogo com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, petista afirmou que sempre atuou como dirigente sindical e defendeu posições de centro

"Eu nunca fui esquerdista. Eu era um dirigente sindical", afirmou Lula - (crédito: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17/6), durante uma conversa antes do início da última sessão da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, que nunca se considerou um político de esquerda. A declaração foi feita em um diálogo com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, registrado por câmeras que acompanhavam o evento. O líder petista encerrou, hoje, sua participação no G7.

A conversa ocorreu após Kristalina lembrar que, quando o chefe do Executivo assumiu a Presidência pela primeira vez, em 2003, havia expectativa internacional de que ele adotasse uma postura mais alinhada à esquerda. A dirigente do FMI observou que muitos acreditavam que ele seguiria esse caminho, mas que acabou governando de forma mais moderada.

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“Eu nunca fui esquerdista. Eu era um dirigente sindical, com belíssima relação com o sindicalismo alemão, muito forte. Tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano, com a UGT da Espanha”, respondeu Lula. Em outro momento da conversa, o presidente avaliou que “o mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade”.

O presidente brasileiro também relembrou episódios do início de sua trajetória política e citou um convite que recebeu para participar de um congresso na então União Soviética, em 1980. Segundo Lula, após percorrer países europeus em busca de solidariedade internacional, passou a ser tratado como anticomunista.

Durante o encontro com Kristalina e Merz, o chefe do Executivo ainda destacou a rapidez da apuração eleitoral no Brasil e defendeu o modelo de votação eletrônica utilizado no país. “A eleição no Brasil é muito rápida. A votação termina às 17h e, às 19h, já temos o resultado. São cerca de 60 milhões de votos. Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos países.”

Já ao explicar o funcionamento das urnas eletrônicas, Lula ressaltou os mecanismos utilizados durante a votação. “Não pode entrar com celular. Na urna eletrônica aparece o campo para votação, você digita o número do candidato. O meu número é 13. Então o eleitor digita 13 e aparece a minha foto. Se ele quiser votar em mim, aperta ‘confirma’. Se digitou 13 e eu não sou o candidato dele, aperta o outro botão, o vermelho, apaga e pode votar de novo”, explicou.

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postado em 17/06/2026 14:34 / atualizado em 17/06/2026 14:42
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