Ex-presidente preso

Valdemar diz esperar manutenção da domiciliar de Bolsonaro: "Precisa de cuidados"

Presidente do PL afirmou ao Correio não ver motivo para suspensão da medida e avaliou que prisão domiciliar deve ser mantida por razões de saúde e impacto político no partido

"Bolsonaro está numa situação muito difícil. Ele não pode falar, não pode falar com a gente", lamenta Valdemar Costa Neto - (crédito: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil )

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse acreditar que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve manter a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ele, o cenário atual indica que não há elementos para reversão da medida.

“O normal seria prorrogar, porque de todo jeito ele já está numa situação muito difícil. Ele não pode falar, não pode falar com a gente. A Michelle está muito presa porque tem que cuidar dele. Eu acho que ele precisa de cuidados e acho que ele (ministro Alexandre de Moraes) vai prorrogar”, afirmou ao Correio nesta quarta-feira (24/6).

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Valdemar avaliou que a manutenção da medida está diretamente ligada ao estado de saúde do ex-presidente, que, segundo ele, ainda estaria em acompanhamento médico. “Não acredito que ele suspenda a prisão domiciliar. Ele não está bem”, afirmou.

Eleições

O dirigente partidário também comentou os impactos políticos da situação de Bolsonaro na organização da oposição e nas articulações para o cenário eleitoral. Segundo ele, as restrições impostas reduzem a participação direta do ex-presidente no processo político.

“Bolsonaro não poder participar da eleição é uma perda irreparável para nós porque a estrela de tudo isso é o Jair Bolsonaro. Isso prejudica muito a gente, não tenha dúvida disso”, disse.

Ainda de acordo com o presidente do PL, o contato do ex-presidente com aliados estaria atualmente bastante limitado, concentrado principalmente na família e em conversas pontuais com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Ao ser questionado sobre a situação jurídica do ex-presidente no âmbito das investigações relacionadas à chamada trama golpista, Valdemar mencionou a atuação da defesa e citou o andamento de recursos no Supremo, sugerindo que o caso segue em disputa judicial.

A decisão sobre a manutenção ou não da prisão domiciliar de Bolsonaro cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que analisa o pedido de prorrogação apresentado pela defesa com base em laudos médicos e no histórico clínico do ex-presidente. Há expectativa o que o ministro divulgue a decisão no final desta tarde.

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postado em 24/06/2026 14:31 / atualizado em 24/06/2026 14:33
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