
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (24/6) que considera justificável uma eventual substituição temporária do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado enquanto são apuradas suspeitas relacionadas à sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação conduzida pela Polícia Federal está inserida no contexto das apurações envolvendo o Banco Master.
Companheiro de partido de Wagner há décadas, Marinho ressaltou que mantém respeito pela trajetória política do senador e por sua atuação na articulação do governo no Congresso Nacional. Apesar disso, avaliou que o afastamento da função de liderança poderia ser uma medida adequada para permitir que o parlamentar concentre esforços em sua defesa.
Marinho destacou que sua manifestação representa apenas uma avaliação pessoal sobre o cenário político diante das investigações em curso. Segundo o ministro, a decisão sobre uma eventual troca no comando da liderança governista cabe exclusivamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Às vezes, a pessoa tem que deixar a sua posição para se defender. De repente, se justifica deixar a liderança e o presidente nomear outra liderança. É o que eu faria. Estou falando uma avaliação pessoal”, declarou o ministro a jornalistas durante evento de divulgação dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), na sede do ministério, em Brasília.
Marinho também revelou que procurou Jaques Wagner após a operação da Polícia Federal para prestar solidariedade ao senador. O ministro afirmou que buscou evitar julgamentos precipitados e lembrou que o parlamentar já foi alvo de investigações anteriores que, segundo ele, acabaram não resultando em condenações.
“Liguei para o Jaques um dia posterior à operação para prestar a minha solidariedade, porque eu sei que ele sofreu uma devastação em 2018 e comprovou-se sua inocência. Eu torço para que, de fato, não tenha absolutamente nada em relação a ele no caso Master”, disse Marinho. A situação de Wagner segue sendo acompanhada pelo Palácio do Planalto, enquanto o governo avalia os desdobramentos políticos das investigações.

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