
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitou uma análise da área técnica da Corte antes de tomar decisão sobre a relatoria do caso que envolve o repasse de dinheiro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — também pré-candidato à Presidência da República — ao filme Dark Horse, que conta a história da ascensão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao poder.
Em despacho publicado na tarde desta quarta-feira (24/6), o magistrado pediu esclarecimentos à Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária a respeito dos critérios de distribuição dos processos. Fachin pode decidir se a relatoria do caso ficará a cargo dos ministros Alexandre de Moraes ou André Mendonça.
Na última segunda-feira (22), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que Mendonça é o mais indicado a decidir sobre a investigação. A manifestação ocorreu em um pedido de diligências feito pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), em uma ação que é relatada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Por ser o responsável pelo processo em que o deputado fez o pedido, Moraes seria automaticamente o responsável por determinar que a Polícia Federal investigasse os recursos enviados à cinebiografia. No entanto, a PGR defendeu que a ação fique a cargo do relator do inquérito que investiga as fraudes do Master, no caso, o ministro André Mendonça.
Flávio pediu dinheiro a Vorcaro
O pedido de Lindbergh foi feito após o site The Intercept Brasil revelar que o senador teria solicitado R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para bancar o filme.
A apuração indica que cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos e enviados a um fundo ligado ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA, que poderia ser utilizado para bancar a atuação do filho 03 do ex-presidente no país, segundo as investigações.

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