
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, nesta quinta-feira (9/7) com a senadora Teresa Leitão (PT-PE), nova líder do governo no Senado, para fazer uma espécie de balanço dos primeiros dias à frente da função. Nomeada líder do governo no final de junho, Teresa substitui o senador Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a posição após investigações da Polícia Federal apontarem supostas relações entre ele e o então sócio do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A conversa, realizada no Palácio do Alvorada, tratou de temas do interesse do Executivo na Casa, como possíveis votações das propostas de emendas constitucionais (PECs) da Segurança Pública e do fim da escala de trabalho 6x1.
Uma das principais pautas do governo Lula para entrar em vigor antes das eleições de outubro, a PEC do fim da 6x1 aguarda votação no Senado após ter sido aprovada em maio, pela Câmara.
Até o momento, porém, não há previsão da matéria ser analisada pelos senadores. Além disso, o calendário do Congresso prevê o recesso legislativo entre os dias 18 e 31 de julho.
Outra matéria de interesse do governo que já foi aprovada pela Câmara mas segue sem previsão para ser votada no Senado, a PEC da Segurança Pública prevê, entre outro pontos, a criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) com o objetivo de padronizar e de integrar a atuação das polícias Federal, Civil e Militar, além de Guardas Municipais.
Pautas-bomba
Diferente da expectativa do governo, o presidente do Senado tem ameaçado colocar em votação as chamadas pautas-bomba. Uma delas, a PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias ainda pode ser colocada em pauta antes do recesso parlamentar.
Essa PEC, que prevê um impacto fiscal estimado de R$ 30 bilhões aos cofres públicos em 10 anos, havia sido retirada de pauta, na semana passada, após uma reunião entre Teresa Leitão e Davi Alcolumbre.
À ocasião, o senador e presidente do Congresso queixou-se de sofrer pressões de governistas para que sejam colocadas em pauta projetos de interesse do Executivo, como o fim da escala 6x1. “Não aceito ofensas, agressões e ataques”, disse Alcolumbre.
A raiz da insatisfação mútua entre governistas e Alcolumbre é o fato de Lula e o presidente do Senado não se falarem desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), em abril.
Em meio a esse cenário, o governo Lula escalou o senador Camilo Santana (PT-CE) como líder do PT no Senado. Ex-ministro da Educação, Santana chega para dar assistência à líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão e contribuir para um futuro encontro entre Lula e Alcolumbre.

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