TABULEIRO ELEITORAL

Damares diz que já fez "o que era preciso" na pré-campanha de Flávio

Partido de Damares diz adotar, até o momento, uma "preferência pela neutralidade nessas eleições"

Ex-ministra de Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro vai desfalcar a elaboração do plano de gestão do pré-candidato do PL à presidência -  (crédito:  Andressa Anholete/Agência Senad)
Ex-ministra de Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro vai desfalcar a elaboração do plano de gestão do pré-candidato do PL à presidência - (crédito: Andressa Anholete/Agência Senad)

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que já fez "o que era preciso" na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro. "Agora é hora de se pedir voto,  de correr rua, de fazer evento, de fazer mesmo campanha", citou a parlamentar. O posicionamento ocorre em meio à repercussão da carta escrita sábado (10/7) por Jair Bolsonaro em reforço às pretensões eleitorais do filho Flávio.

No comunicado, lido por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, o ex-presidente Jair defende que sua base deixe de lado “as possíveis diferenças” em prol do apoio ao nome do PL.

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Esse pedido de superação de diferenças na equipe de Flávio tem como pano de fundo o rompimento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com seu enteado Flávio, acusado por ela de traição no episódio de formação de palanque do PL no Ceará, estado em que a legenda vai marchar em apoio ao pré-candidato Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual.

No início deste mês, a senadora Damares revelou ter sido alvo de uma onda de ataques nas redes sociais. Essas declarações, inclusive, vieram de aliados de Jair Bolsonaro. Um deles, o empresário bolsonarista Paulo Figueiredo chegou a chamar de “militante feminista” a ex-ministra de Jair Bolsonaro.

Republicanos independente de Flávio

Partido de Damares Alves, o Republicanos publicou ontem uma nota oficial em que nega apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e que tenha negociado a garantia de que Marcos Pereira, presidente da legenda, seria indicado a uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo de Flávio.

A alegação de que o apoio a Flávio ocorreria mediante indicação de Pereira ao STF foi publicada pela Coluna Lauro Jardim, do jornal O Globo, no último sábado. A vaga aberta para o STF seria para preencher a cadeira atualmente comandada pelo ministro Luiz Fux, que vai se aposentar em 2028.

Quanto à relação entre Pereira e o presidenciável do PL, o comunicado do Republicanos afirma que o último encontro dos dois teria ocorrido há mais de um mês. A legenda acrescentou, até o momento, adotar uma “preferência pela neutralidade nessas eleições” e uma rejeição a um eventual apoio à candidatura do pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A decisão final dos rumos do Republicanos será tomada em convenção nacional em Brasília”, escreveu a nota do partido. Segundo a legislação eleitoral, as convenções partidárias devem ocorrer entre os dias 20 e julho e 5 de agosto.

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postado em 12/07/2026 20:59 / atualizado em 13/07/2026 12:16
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