
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que já fez "o que era preciso" na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro. "Agora é hora de se pedir voto, de correr rua, de fazer evento, de fazer mesmo campanha", citou a parlamentar. O posicionamento ocorre em meio à repercussão da carta escrita sábado (10/7) por Jair Bolsonaro em reforço às pretensões eleitorais do filho Flávio.
No comunicado, lido por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, o ex-presidente Jair defende que sua base deixe de lado “as possíveis diferenças” em prol do apoio ao nome do PL.
Esse pedido de superação de diferenças na equipe de Flávio tem como pano de fundo o rompimento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com seu enteado Flávio, acusado por ela de traição no episódio de formação de palanque do PL no Ceará, estado em que a legenda vai marchar em apoio ao pré-candidato Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual.
No início deste mês, a senadora Damares revelou ter sido alvo de uma onda de ataques nas redes sociais. Essas declarações, inclusive, vieram de aliados de Jair Bolsonaro. Um deles, o empresário bolsonarista Paulo Figueiredo chegou a chamar de “militante feminista” a ex-ministra de Jair Bolsonaro.
Republicanos independente de Flávio
Partido de Damares Alves, o Republicanos publicou ontem uma nota oficial em que nega apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e que tenha negociado a garantia de que Marcos Pereira, presidente da legenda, seria indicado a uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo de Flávio.
A alegação de que o apoio a Flávio ocorreria mediante indicação de Pereira ao STF foi publicada pela Coluna Lauro Jardim, do jornal O Globo, no último sábado. A vaga aberta para o STF seria para preencher a cadeira atualmente comandada pelo ministro Luiz Fux, que vai se aposentar em 2028.
Quanto à relação entre Pereira e o presidenciável do PL, o comunicado do Republicanos afirma que o último encontro dos dois teria ocorrido há mais de um mês. A legenda acrescentou, até o momento, adotar uma “preferência pela neutralidade nessas eleições” e uma rejeição a um eventual apoio à candidatura do pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A decisão final dos rumos do Republicanos será tomada em convenção nacional em Brasília”, escreveu a nota do partido. Segundo a legislação eleitoral, as convenções partidárias devem ocorrer entre os dias 20 e julho e 5 de agosto.

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