
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vê perspectivas para um eventual recuo dos Estados Unidos em aplicar sobretaxa de 25% a produtos brasileiros.
Confirmada por interlocutores do Planalto, a avaliação vem um dia antes de os EUA executarem o tarifaço contra exportações brasileiras, sob a justificativa de que, na avaliação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adotaria práticas prejudiciais ao comércio.
Um dos exemplos usados para a alegação dos EUA é o funcionamento do Pix. Criado pelo Banco Central seis anos atrás, o sistema de pagamento é gratuito e comumente utilizado em substituição a outros meios de pagamentos, como cartões de débito.
Negociações
Embora existam entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, as conversas para um eventual recuo do tarifaço não têm avançado.
Apesar de serem passíveis de negociação, pontos como o funcionamento gratuito do Pix e a taxação brasileira sobre o etanol produzido nos Estados Unidos não serão colocados à mesa pelo governo brasileiro.
Resposta a Trump
Dois dias antes da vigência do tarifaço dos EUA contra o Brasil, na segunda-feira (13), o presidente Lula afirmou não acreditar na execução das sobretaxas anunciadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos.
"Não vai ter tarifaço", disse Lula, ontem, na saída de um evento em São José dos Campos (SP), onde participou do lançamento de uma turbina movida a etanol.

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