
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, acusou formalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino e Alexandre de Moraes, de tentarem interferir diretamente nas eleições gerais. As falas do senador foram feitas nesta quarta-feira (15/7), no Flow Podcast.
O parlamentar afirmou que a Primeira Turma do STF está sendo articulada para funcionar como uma espécie de “bypass” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assumindo competências que não seriam suas para atacar e impor condenações a parlamentares de direita.
O ponto central das críticas contra Dino envolve a decisão do ministro de determinar o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.
Flávio defendeu o dirigente, sustentando que “não há crime” ou corrupção e questionando a imparcialidade do magistrado, a quem rotulou como “ministro comunista” cujo objetivo seria destruir a direita, a igreja e as famílias.
Além do embate em torno das emendas parlamentares, o senador apontou outras medidas que, em sua visão, configuram perseguição política. Ele classificou como "desproporcional" a decisão do ministro Alexandre de Moraes que o suspendeu de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo prazo de 90 dias.
De acordo com o pré-candidato, a punição — motivada pela leitura pública de uma correspondência do ex-presidente Jair Bolsonaro — desconsiderou o fato de que outras quatro cartas de teor semelhante já haviam sido divulgadas anteriormente sem qualquer contestação. Flávio também apontou a condenação do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, por calúnia na Primeira Turma do Supremo, como outro exemplo de interferência indevida por parte do colegiado.
Olhando para o futuro, o senador projetou que, a partir de 2027, o debate sobre o impeachment de ministros do STF se tornará "inevitável" na Casa. Ele avalia que a nova composição do Senado, com o avanço de parlamentares de direita nas eleições de 2026, viabilizará a escolha de uma presidência alinhada à pauta, permitindo a abertura de processos para conter o que classificou como "abuso de autoridade" e "atrocidades" que atribui a magistrados da Corte, com destaque para Moraes.
O pré-candidato concluiu afirmando que as ações da Suprema Corte buscam “enterrar o Bolsonaro vivo” e desgastar a imagem dos deputados do PL perante a opinião pública, tentando equipará-los ao Partido dos Trabalhadores (PT) em termos de irregularidades.
No entanto, assegurou que as medidas não impedirão o avanço da direita, utilizando a metáfora de que tentaram enterrá-los, mas “esqueceram que éramos semente”.

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