Relações Exteriores

Trump vai prorrogar por mais 1 ano emergência nacional em relação ao Brasil

O documento reitera que as práticas do governo brasileiro representariam ameaças a pontos como a "segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos"

A medida, no entanto, não cria novas sanções nem restabelece as tarifas de até 37,5% já aplicadas a um conjunto de produtos exportados pelo Brasil aos EUA -  (crédito:  SAUL LOEB / AFP)
A medida, no entanto, não cria novas sanções nem restabelece as tarifas de até 37,5% já aplicadas a um conjunto de produtos exportados pelo Brasil aos EUA - (crédito: SAUL LOEB / AFP)

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou nesta terça-feira (28/7) a prorrogação por mais 12 meses da condição de "emergência nacional" em relação ao Brasil. Esse comunicado será publicado no Diário Oficial da União dos EUA de amanhã (29).

No documento — enviado hoje para o Escritório do Registro Federal (OFR em inglês) —, Trump mantém o entendimento do governo norte-americano publicado em julho de 2025 de que as práticas do governo brasileiro representariam ameaças a pontos como a "segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos".
"Estou prorrogando por um ano o estado de emergência nacional com relação ao Brasil declarado na Ordem Executiva 14323. A declaração de emergência nacional declarada no Brasil afeta a segurança nacional , a política externa e a economia dos Estados Unidos. Por essa razão, a emergência nacional declarada na Ordem Executiva 14323 é prorrogada. (Aviso de 28 de julho de 2026)", escreveu Trump.
A medida, no entanto, não cria novas sanções nem restabelece as tarifas de até 37,5% já aplicadas a um conjunto de produtos exportados pelo Brasil aos EUA. A prorrogação da condição de emergência nacional em relação ao Brasil seguiu a Lei de Emergências Nacionais norte-americana, norma que determina a renovação anual de declarações de emergência para evitar sua expiração automática.

Decreto embasou tarifa em 2025

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Publicado em julho do ano passado, o decreto de emergência nacional em relação ao Brasil embasou a sobretaxa de 40% direcionada às exportações brasileiras. Essa tarifa, no entanto, foi derrubada em fevereiro deste ano após decisão da Suprema Corte dos EUA. 
Apesar de exportações brasileiras estarem atualmente sob o tarifaço de até 37,5%, essa taxa não teve justificativa direta da situação de emergência sobre o Brasil.
Para as sobretaxas mais recentes, os Estados Unidos acataram o argumentos do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que apontou que o Brasil adotaria práticas prejudiciais ao livre-mercado e coniventes ao trabalho forçado.

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postado em 28/07/2026 15:19 / atualizado em 28/07/2026 18:10
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