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Amiga de Lulinha investigada no INSS volta ao centro das apurações

Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, Roberta Luchsinger realizou transferências ao ex-chefe de gabinete pessoal do presidente; destinatário afirma que os valores se referem ao pagamento de um empréstimo particular

Roberta Luchsinger, empresária amiga de Lulinha e que o teria citado em conversa com o
Roberta Luchsinger, empresária amiga de Lulinha e que o teria citado em conversa com o "Careca do INSS" - (crédito: Instagram pessoal)

A empresária Roberta Luchsinger voltou a ser alvo de atenção nas investigações relacionadas às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após a revelação de que realizou pagamentos ao então chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. O caso ganhou novos desdobramentos em meio às apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre um suposto esquema de desvios envolvendo benefícios previdenciários.

Diretora da RL Consultoria e Intermediações, empresa voltada à intermediação de negócios e prestação de serviços, Roberta é investigada na Operação Sem Desconto. No curso das investigações, ela foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve bens bloqueados e passou a utilizar tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça. A operação apura a atuação de um grupo suspeito de fraudar descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.

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Segundo a Polícia Federal, a consultoria administrada pela empresária prestou serviços para uma empresa ligada ao empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", recebendo cerca de R$ 1,5 milhão. Os investigadores trabalham com a hipótese de que Roberta pudesse atuar como intermediária em pagamentos destinados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com quem mantém relação de amizade. A investigação também registra que ela se apresentava como alguém com acesso a autoridades e influência sobre decisões de natureza política.

A defesa de Roberta Luchsinger nega qualquer irregularidade e sustenta que a proximidade com o filho mais velho do presidente está sendo utilizada para dar conotação política ao caso. Os advogados classificam as suspeitas como infundadas. Já Marco Aurélio Santana Ribeiro afirma que os valores recebidos da empresária correspondem exclusivamente à quitação de um empréstimo de caráter pessoal, sem qualquer vínculo com atividades exercidas no governo.

Nas redes sociais, Roberta reúne cerca de 26 mil seguidores e mantém publicações de apoio ao presidente, além de registros de viagens e manifestações sobre as investigações das quais é alvo. Em 2018, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PT, sem sucesso, e posteriormente filiou-se ao PSB.

O nome da empresária também ganhou notoriedade em 2017, quando anunciou a intenção de doar R$ 500 mil, entre dinheiro e bens, ao então ex-presidente Lula após o bloqueio de seus ativos determinado pelo então juiz Sergio Moro. A doação acabou impedida pela Justiça em razão de uma dívida existente.


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postado em 04/08/2026 15:59 / atualizado em 04/08/2026 16:02
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