Penduricalhos

Fachin diz que o Judiciário "não tem nada a esconder" ao citar supersalários

Magistrado disse que o tema das remunerações não comporta "simplificações" e não pode servir de mote para causar "erosão das instituições"

"Faz-se necessário separar, se me permite a expressão, o joio do trigo", destacou Fachin - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que é necessário separar o "joio do trigo" e disse que o Poder Judiciário "não tem a esconder". As declarações ocorreram nesta terça-feira (18/8) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante lançamento da cartilha “Remuneração de Magistrados e Magistradas: Perguntas Frequentes”.

O magistrado citou a parábola bíblica do joio e o trigo para dizer que o tema da remuneração de juízes não pode ser visto de maneira simplificada e alegou que críticas e problemas sobre o Judiciário não devem ocorrer por meio de generalizações que podem atacar a instituição como um todo.

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O presidente da Corte também criticou o que chamou de populismo que pode resultar na "erosão" das instituições. “Temos orgulho da atuação de ambas as instituições, bem como de magistrados e magistradas brasileiros que exercem o seu labor honesto, atendendo a população por todo o país e julgando com lisura e produtividade ímpares. Esse é um tema que não comporta indevida simplificação. Faz-se necessário separar, se me permite a expressão, o joio do trigo”, declarou ele, completando com a afirmação de que o Judiciário tem prestado conta e não tem "nada a esconder".

“Há uma forma de populismo que opera nos dias de hoje no Brasil pela erosão das instituições. O seu método autoritário é conhecido. Simplificam-se problemas complexos, transformam-se exceções em representações do todo e pela repetição converte-se a crítica necessária em uma narrativa permanente de ilegitimidade”, disse o ministro.

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postado em 18/08/2026 15:24 / atualizado em 18/08/2026 15:27
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