
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que é necessário separar o "joio do trigo" e disse que o Poder Judiciário "não tem a esconder". As declarações ocorreram nesta terça-feira (18/8) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante lançamento da cartilha “Remuneração de Magistrados e Magistradas: Perguntas Frequentes”.
O magistrado citou a parábola bíblica do joio e o trigo para dizer que o tema da remuneração de juízes não pode ser visto de maneira simplificada e alegou que críticas e problemas sobre o Judiciário não devem ocorrer por meio de generalizações que podem atacar a instituição como um todo.
O presidente da Corte também criticou o que chamou de populismo que pode resultar na "erosão" das instituições. “Temos orgulho da atuação de ambas as instituições, bem como de magistrados e magistradas brasileiros que exercem o seu labor honesto, atendendo a população por todo o país e julgando com lisura e produtividade ímpares. Esse é um tema que não comporta indevida simplificação. Faz-se necessário separar, se me permite a expressão, o joio do trigo”, declarou ele, completando com a afirmação de que o Judiciário tem prestado conta e não tem "nada a esconder".
“Há uma forma de populismo que opera nos dias de hoje no Brasil pela erosão das instituições. O seu método autoritário é conhecido. Simplificam-se problemas complexos, transformam-se exceções em representações do todo e pela repetição converte-se a crítica necessária em uma narrativa permanente de ilegitimidade”, disse o ministro.

Política
Política
Política