
A advogada e candidata à Presidência da República Clariana Barão (Democracia Cristã) participa, nesta terça-feira (25/8), da sabatina do Correio, realizada em parceria com a Anfip, a Fenat, a Febrafite e a Unafisco Nacional. No encontro, ela conversa com as colunistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos sobre suas propostas de governo e temas de interesse da população brasileira.
A convidada explica que sua candidatura se deve à crença na participação das mulheres na campanha eleitoral. Para ela, não existe democracia plena sem a participação feminina na sociedade e na política.
“Quando lançamos a nossa candidatura, éramos a única opção feminina e, agora, temos também mais uma chapa feminina, o que eu acho muito plural e importante. Contudo, em um universo de 13 candidaturas, nós, com muita dificuldade, estamos conseguindo trabalhar a nossa chapa”, disse.
A advogada afirma que, caso eleita, irá compor um governo de mulheres, com no mínimo 50% de participação feminina, incluindo o setor econômico do país. Segundo a candidata, não é necessário ser especialista para entender que o Brasil precisa passar por grandes reformas, como a previdenciária e a administrativa.
“Sem dúvida alguma, precisamos ajustar a economia. É uma conta muito básica: precisamos gastar menos do que arrecadamos, e não é o que acontece. O Brasil hoje vive um endividamento de trilhões de reais, o que representa quase 81% ou 82% do nosso PIB. Essa conta não fecha”, ressaltou.
O equilíbrio entre homens e mulheres no Judiciário também é pauta para a presidenciável. De acordo com ela, o próximo ou a próxima presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá escolher quatro mulheres para serem ministras, com o objetivo de promover a equidade de gênero nos Poderes.
“Veja só: não apenas o STF, com 11 cadeiras, tem apenas a ministra Cármen Lúcia, mas também no TSE temos oito cadeiras e apenas uma ministra. No STJ, são 33 cadeiras e apenas cinco mulheres. Isso demonstra um total desequilíbrio em relação ao cenário atual do país”, destacou.
Segundo Barão, o feminicídio é uma epidemia no Brasil e é necessário agir a respeito. Para ela, não serão a segurança pública ou a legislação que impedirão o feminicídio, mas a criação de programas que atuem na base do problema.
“O feminicídio não acontece na primeira agressão. A agressão começa verbal, passa a ser psicológica, depois física, até que essa mulher seja assassinada. Nós temos de criar um programa que incentive essa mulher a dar o primeiro passo, que é a denúncia”, frisou.
Veja a sabatina na íntegra:
*Estagiário sob supervisão de Rafaela Gonçalves
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