
A candidatura de Romeu Zema (NOVO) à Presidência da República é a tentativa de ampliar, no cenário nacional, uma trajetória política construída em Minas Gerais. Aos 61 anos, o ex-governador mineiro chega à eleição de 2026 depois de dois mandatos no comando do Estado e de uma longa carreira no setor privado. Zema tem como principal credencial política a experiência acumulada tanto na administração pública quanto na iniciativa privada. O candidato a vice é o senador Eduardo Girão (Novo).
Natural de Araxá (MG), Zema é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV-SP). Antes de entrar na política, passou décadas ligado ao grupo empresarial da família. O ex-governador diz que começou a trabalhar aos 11 anos e exerceu funções em diferentes áreas do comércio, de cobrador e frentista a comprador, vendedor e gerente. Em 1991, assumiu o controle das Lojas Zema. Zema deixou o controle da companhia em 2016.
A entrada na política ocorreu dois anos depois. Em 2018, Zema filiou-se ao Novo e disputou pela primeira vez uma eleição, concorrendo ao governo de Minas Gerais. Em 2022, Zema foi reeleito para o governo mineiro com 56,18% dos votos válidos.
A campanha do ex-governador tem como principal elemento de identidade a combinação entre a experiência empresarial e a atuação administrativa construída durante os dois mandatos à frente do governo de Minas Gerais. O programa de governo de Zema, batizado de “Plano Implacável”, tem como eixos a redução do tamanho do Estado, a defesa do livre mercado e uma política de segurança pública mais rigorosa.
O ex-governador também propõe privatizar todas as empresas estatais e promover uma Reforma Administrativa para enxugar ministérios, autarquias e cargos comissionados. Na área trabalhista, a proposta prevê a criação de um regime alternativo à CLT, com maior espaço para a negociação direta entre empregados e empregadores. A intenção é fazer com que os acordos tenham prevalência sobre regras previstas em lei.
Na segurança, Zema aponta a experiência de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, como uma das referências de sua plataforma. O candidato, no entanto, afirma não defender a adoção de prisões sem mandado ou de outras medidas usadas pelo governo salvadorenho. Sua proposta, segundo ele, é aumentar o “custo do crime”, retomar territórios dominados por facções e ampliar a estrutura do sistema prisional.
Qual é o número de Zema na urna?
Romeu Zema concorre à Presidência pelo Novo. O número na urna é 30.

Política
Política
Política