DECISÃO

Presidenciáveis defendem candidatura de Renan e criticam decisão de Toffoli

Ministro Dias Toffoli determinou a suspensão de atos de campanha na internet, de repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e da participação do candidato em debates.

A suspensão ocorreu em razão da ausência do registro de sites, blogs e páginas de redes sociais destinadas à campanha -  (crédito: YouTube/Reprodução)
A suspensão ocorreu em razão da ausência do registro de sites, blogs e páginas de redes sociais destinadas à campanha - (crédito: YouTube/Reprodução)

 

Os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) saíram em defesa da candidatura de Renan Santos (Missão),  após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, suspender atos de campanha do candidato.

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Nas redes sociais, Flávio afirmou esperar que a candidatura de Renan seja restabelecida. “Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura”, disse.

Flávio também mencionou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e teve as redes sociais bloqueadas há mais de um ano. “A censura não pode ser banalizada no Brasil”, concluiu.

Já Caiado classificou a medida como "desproporcional". "Eleição se decide no voto, com todos os candidatos tendo o direito de apresentar suas ideias aos brasileiros", disse nas redes sociais. 

Também nas redes sociais, Zema classificou a decisão como absurda e fez críticas ao STF, que, segundo ele, está “desgastado por diversas decisões, inquéritos e esquemas que só mancham a instituição e o Brasil mundo afora”.

 

Decisão

Dias Toffoli suspendeu, na tarde desta segunda-feira (31/8), os atos de campanha de Renan Santos à Presidência da República.

No despacho, o ministro determinou a suspensão de atos de campanha na internet, de repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e da participação do candidato em debates. A decisão foi tomada em razão da ausência de registro de sites, blogs e páginas de redes sociais destinadas à campanha.

Entenda

A suspensão ocorreu em razão da ausência do registro de sites, blogs e páginas de redes sociais destinadas à campanha. “Em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina (vice) informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026”, diz um trecho da decisão.
“Advertiu-se que a providência a tempo e modo é impreterível e que a propaganda eleitoral somente pode ser realizada depois de transcorridas 48 horas após a anotação pela Justiça Eleitoral. O prazo é essencial para que, em caráter prévio à realização da propaganda, os legitimados possam fiscalizá-la”, completa outro trecho do despacho.

Reações

Em uma publicação nas redes sociais,  Renan afirmou que pretende continuar na disputa e pediu aos apoiadores que compartilhassem a gravação. “Eu não vou desistir. Eu vou lutar na Justiça, mas a porrada começou”, declarou.

Em outra publicação, Renan postou uma foto com a tarja "censurado":

 

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postado em 31/08/2026 17:32 / atualizado em 31/08/2026 18:28
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