O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), afirmou, nesta terça-feira (4/8), que o assunto da candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ao governo de Minas Gerais “é página virada”. A fala ocorreu a jornalistas após a convenção nacional que oficializou a neutralidade do partido na disputa presidencial.
Durante o evento, o senador voltou a dizer que será candidato ao governo de MG, um dia depois de publicar um vídeo anunciando a desistência de concorrer nestas eleições. Pereira avaliou que esse cenário de instabilidade é “compreensível”, tendo em vista a atual situação pessoal de Cleitinho, que enfrenta um luto pela morte do irmão.
No entanto, reiterou que o prazo do encerramento das convenções partidárias estava próximo — nesta quarta-feira (5) — e que o partido precisava tomar uma decisão. “A gente não pode submeter o povo de Minas a uma situação de insegurança, de instabilidade. Então, a decisão está tomada. O que eu disse, está dito. E eu não tenho mais nada para falar sobre o assunto, para mim, o tema é página virada”, afirmou.
Cleitinho, após a convenção nacional, também conversou com jornalistas e disse que gravou o vídeo anunciando sua desistência “em dúvida” e que teria tentado impedir o presidente do Republicanos de fazer a postagem.
“Gravei porque, naquele momento, eu estava em dúvida. Na hora que eu fiz, liguei para meus irmãos. Eles disseram: ‘continua como candidato, que a gente vai te apoiar’. Aí eu pedi para o Marcos Pereira não soltar o vídeo, mas ele já tinha ido para a reunião. Depois, ele pegou e soltou o vídeo”, explicou.
O parlamentar afirmou que gostaria de se reunir com Pereira ainda nesta terça para revender o recuo. No entanto, considera que, se o presidente decidir não atender seu pedido e não lançá-lo como candidato, o posicionamento é “legítimo”. Até o momento, não há agenda confirmada entre os dois.
Republicanos anuncia neutralidade
O Republicanos anunciou, nesta terça-feira, que se manterá neutro na corrida presidencial deste ano. Segundo o presidente do partido, a decisão reflete o desejo de 17 diretórios estaduais, enquanto apenas nove declararam que gostariam de apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Apenas um teria defendido apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Questionado sobre a possibilidade de mudança no posicionamento para um eventual segundo turno, Pereira reiterou que as coligações são “para a eleição inteira”. “Os estados estão livres a partir de agora para apoiar os candidatos que optarem no estado”, explicou. Da sua parte, no entanto, haverá uma colaboração para a campanha de Flávio Bolsonaro.
Com o partido neutro, fica inviabilizada a possibilidade de a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos) ocupar a vice de Flávio. O senador disse nesta terça, em evento, que “gostaria muito” que ela compusesse sua chapa à Presidência. “Não será dessa vez que ela será candidata a vice”, enfatizou Pereira.
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