
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) decidiu incorporar à campanha um meme que surgiu nas redes sociais para ironizar a candidatura. Ao podcast Salada Cast, o psiquiatra e escritor reformulou a frase e afirmou querer um “Brasil sem Rivotril”.
“Nem picanha, que não veio, nem fuzil: eu quero o Brasil sem Rivotril”, disse Cury. A declaração faz referência aos discursos associados aos dois presidenciáveis líderes nas pesquisas eleitorais: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), associado a promessa da campanha eleitoral de 2022 de melhora nas condições econômicas da população, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), associado à defesa da ampliação do acesso a armas.
O meme original foi criado por apoiadores, segundo Cury, e dizia: “Nem picanha, nem fuzil, eu quero Rivotril”. As postagens passaram a circular nas redes depois das entrevistas e sabatinas do candidato. No podcast, Cury ressaltou o risco da automedicação. “Cuidado, medicamento tem que ser prescrito por um médico, com dose determinada e prazo adequado. Você não pode gerar dependência”, afirmou.
A candidatura ganhou força nas redes sociais na última semana. Vídeos de apoio a Cury acumularam milhões de visualizações, enquanto o candidato registrou aumento nas buscas por seu nome no Google e no número de seguidores. O podcast que foi ao ar na quarta-feira (2/8) conta cerca de 15.700 visualizações e diversos comentários de língua estrangeira e emojis de bandeiras da Índia.
O perfil do candidato no Instagram passou de cerca de 8,4 milhões para 10,7 milhões de seguidores em uma semana, um acréscimo de aproximadamente 2 milhões de perfis. De acordo com Cury, a campanha investiu até agora R$ 50 mil em impulsionamento de publicações próprias no Facebook.
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A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2/8) apontou um crescimento do candidato. Realizado após as sabatinas dos presidenciáveis no Jornal Nacional na semana passada, o levantamento mostra Cury em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto. Lula aparece com 37%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 30%.
*Com informações da Agência Estado
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