
O Correio Braziliense realiza sabatinas com candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A iniciativa promove espaço qualificado para que os presidenciáveis possam apresentar propostas e discutir temas de interesse nacional, como segurança pública, saúde, educação e economia. Em um ambiente de debate transparente e informativo, o projeto busca aproximar a sociedade das decisões que impactam diretamente a vida da população.
A iniciativa reforça o compromisso com o jornalismo de qualidade, o pluralismo de ideias e o fortalecimento do debate democrático, proporcionando aos leitores uma visão ampla sobre os principais temas que estarão em pauta nas eleições de 2026.
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A sabatina com os presidenciáveis deste ano tem o apoio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Federação Nacional de Auditores Fiscais Tributário (Fenat), da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) e da Unafisco Nacional.
A primeira rodada de sabatina ocorreu em 28 de julho. Na ocasião participaram Hertz Dias (PSTU), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). Depois, em 25 de agosto, Clariana Barão (DC) foi sabatinada pelo Correio. Em 8 de setembro, o jornal recebeu Samara Martins (UP). Em 15 de setembro, o Correio realizou sabatinas individuais com Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Assista à sabatina com candidatos à Presidência:
Veja os destaques de cada candidato:
Hertz Dias (PSTU)
Hertz da Conceição Dias, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), defendeu a revogação do arcabouço fiscal, das reformas da Previdência, trabalhista e tributária, além da suspensão do pagamento da dívida pública. Durante a entrevista, o candidato também criticou o modelo econômico adotado pelo país, afirmou que a carga tributária recai sobre os trabalhadores e defendeu uma reforma tributária progressiva. O candidato ainda afirmou que o enfrentamento ao feminicídio e à misoginia deve ser prioridade das políticas públicas, associando o aumento da violência contra as mulheres ao avanço de discursos de ódio e à insuficiência da rede de proteção.
Augusto Cury (Avante)
Augusto Cury, do Avante, propôs uma ampla reforma no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o fim dos cargos vitalícios e mudanças no modelo de escolha dos ministros. Pela proposta, os integrantes da Corte teriam mandato de oito anos e passariam a ser indicados majoritariamente por entidades da magistratura, pelo Ministério Público e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reduzindo a participação do presidente da República no processo. Augusto Cury também defendeu que as redes sociais sejam responsabilizadas pelos danos causados à saúde mental dos usuários, sobretudo crianças e adolescentes.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático (PSD), falou sobre orçamento discricionário, punições contra o feminicídio, além de direcionar críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caiado classificou "populistas" medidas do governo Lula, afirmando que elas comprometem o equilíbrio das contas públicas e podem gerar um rombo bilionário no Orçamento de 2027. Durante a sabatina, o candidato defendeu maior valorização dos servidores públicos, especialmente auditores fiscais, professores, médicos e policiais. O candidato ainda defendeu o resgate do protagonismo do Itamaraty e criticou a condução da política externa brasileira, afirmando que o presidente da República deve preservar a "liturgia do cargo" e evitar confrontos públicos com outros chefes de Estado.
Clariana Barão (DC)
Clariana Barão, do partido Democracia Cristã (DC), avalia ser necessário enxugar a máquina pública e promover reformas, inclusive da Previdência. Condenou a polarização e ressaltou que não anistiaria os golpistas do 8 de janeiro, mas "trabalharia a individualização e a proporcionalidade das penas". A candidata também disse defender o funcionalismo público e a participação feminina na corrida eleitoral. Ela detalhou, ainda, que pretende dialogar com a população idosa e com os cuidadores. Para a candidata, a primeira frente de atuação deve ser a capacitação das famílias.
Samara Martins (UP)
A candidata do partido Unidade Popular (UP) à Presidência da República foi sabatinada em 8 de setembro, nos estúdios da TV Brasília, pelas jornalistas Ana Maria Campos e Denise Rothenburg. Na entrevista ela defendeu o aumento do salário mínimo, a estatização de serviços básicos e a universalização da oferta de vagas no ensino superior público, com o fim de provas de acesso. Samara também falou sobre temas ligados à economia e destacou as principais pautas do partido para estas eleições.
Romeu Zema (Novo)
O candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, foi sabatinado pelo Correio em 15 de setembro. Ele afirmou que, se eleito, vai defender o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvidos em irregularidades. O candidato também apresentou propostas para a segurança pública, com a intenção de equiparar facções criminosas a grupos terroristas e reunir Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e outros órgãos em uma força-tarefa. Na economia, prometeu uma reforma administrativa e a redução da estrutura federal para 22 ministérios.
Renan Santos (Missão)
O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, participou de sabatina do Correio em 15 de setembro. Ele defendeu uma reforma do Supremo Tribunal Federal (STF), com mandato de oito anos para ministros e restrições às decisões monocráticas. Renan também afirmou que, se eleito, precisará formar uma coalizão com outros partidos para construir maioria no Congresso. Defendeu ainda mudanças nas emendas parlamentares e uma nova reforma da Previdência.
Indefinição da chapa Marçal/Avalanche
Em 28 de julho, o então presidenciável Leonardo Avalanche (PRTB) também foi sabatinado pelo Correio. No entanto, dias depois ele foi lançado como vice, e Pablo Marçal como candidato à Presidência. Cabe ressaltar, no entanto, que em 20 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que Marçal deve ficar proibido temporariamente de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV até que o TSE julgue de forma definitiva o registro de candidatura.
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