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Eleições 2026: Zema promete endurecer combate ao crime organizado

Presidenciável defende equiparação de facções a grupos terroristas, integração entre órgãos e construção de novos presídios

O candidato do Novo destacou que atividades clandestinas têm ocupado espaços deixados pelo Estado -  (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
O candidato do Novo destacou que atividades clandestinas têm ocupado espaços deixados pelo Estado - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que pretende endurecer o combate ao crime organizado caso seja eleito em 2026. Em entrevista ao CB.Poder, parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília, nesta terça-feira (15/9), ele defendeu que facções criminosas sejam equiparadas a grupos terroristas e propôs uma força-tarefa com Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal, Coaf, Abin e outros órgãos.

Segundo o ex-governador de Minas Gerais, o crime organizado já interfere na economia de comunidades. “Nós temos 60 milhões de brasileiros que vivem em área controlada pelo crime pelas facções”, disse. Zema acrescentou que a atuação das organizações criminosas também prejudica empresas regulares, arrecadação e geração de empregos. O candidato citou o setor de energia no Rio de Janeiro como exemplo e afirmou que atividades clandestinas têm ocupado espaços deixados pelo Estado.

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Na área prisional, o mineiro defendeu mudanças nas audiências de custódia. Segundo ele, pessoas que cometessem delitos deveriam ter a prisão preventiva decretada a partir da terceira audiência. “Hoje no Brasil nós temos pessoas que fazem dezenas de delitos e continuam soltas”, apontou. O candidato reconheceu que sua proposta exigiria a construção de mais presídios, mas defendeu que novas unidades sejam criadas para evitar que criminosos reincidentes permaneçam em liberdade.

Zema também relacionou segurança pública e desenvolvimento econômico. Para ele, a expansão da economia ilegal reduz espaço para empresas que pagam impostos e geram empregos formais. “Nós temos uma economia paralela, clandestina, informal, que só tem ganhado musculatura”, declarou.

O presidenciável comentou, ainda, que pretende usar a integração entre órgãos de segurança e fiscalização para combater lavagem de dinheiro, contrabando e outras atividades ligadas às organizações criminosas.

Assista à íntegra do programa

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro 

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postado em 15/09/2026 16:07 / atualizado em 15/09/2026 16:09
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