
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (17/9), em Washington, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam contestar uma eventual vitória de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), na eleição presidencial. A declaração ocorreu durante agenda nos Estados Unidos ao lado do empresário Paulo Figueiredo, em meio à articulação para que o governo de Donald Trump retome sanções contra integrantes da Corte.
A movimentação ganhou força após a sessão do STF de terça-feira (15), que terminou sem análise do mérito das acusações envolvendo Alexandre de Moraes. Ao comentar os embates entre ministros durante a sessão, Eduardo afirmou que uma eventual contestação ao resultado eleitoral poderia ser interpretada pelo governo norte-americano como justificativa para novas medidas.
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“Quando Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes foram criticar André Mendonça, o que é que eles falaram? Falaram que aquilo ali era uma continuação do golpe”, afirmou o filho de Jair Bolsonaro a repórteres. “Se eles [ministros do STF] entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os EUA podem perfeitamente não reconhecer a eleição brasileira e sancionar individualmente esses ministros”, declarou.
Eduardo disse ainda que ele e Figueiredo têm mantido reuniões com autoridades do Departamento de Estado e da Casa Branca, mas que os nomes dos interlocutores não serão divulgados por eles. A dupla defende novas sanções contra Alexandre de Moraes e a inclusão de Gilmar Mendes e Flávio Dino nas medidas. Moraes já havia sido alvo da Lei Magnitsky em 2025, mas a sanção foi posteriormente retirada. O governo dos EUA não anunciou, até o momento, novas medidas contra magistrados brasileiros.
Sobre a possibilidade de novas punições, Eduardo afirmou que a decisão cabe exclusivamente às autoridades norte-americanas. “Não somos nós que dizemos aos EUA o que fazer, quando fazer, até porque, se fosse dessa maneira, o Moraes continuava sancionado”, comentou.
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