
O reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocorre a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro. A proximidade com o calendário eleitoral colocou a medida no centro da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
O candidato do PL afirmou, nesta quinta-feira (17/9), que a medida seria ilegal por ter sido anunciada durante a campanha e acusou o presidente de agir por razões políticas. O governo nega essa interpretação e sustenta que a correção foi possível após a atualização das projeções fiscais.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a decisão não teve relação com a eleição. Segundo ele, o governo identificou espaço no Orçamento depois de acompanhar a evolução das despesas obrigatórias e atualizar os dados fiscais.
“Creio que não (tem relação com as eleições). Ficou claro que foi feito pelo esforço de cadastro. Precisávamos da clareza que temos espaço fiscal disponível. Identificamos e viemos dar a tranquilidade para o presidente que tínhamos capacidade (de reajustar)”, disse Moretti ao G1. A atualização foi solicitada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e, de acordo com o ministro, já havia previsão legal para a correção dos benefícios.
O novo valor começa a ser pago em outubro. O benefício mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto a média deverá chegar a R$ 777. O governo calcula impacto adicional de R$ 5,8 bilhões neste ano e de aproximadamente R$ 22,7 bilhões em 2027.
A equipe econômica afirma que os recursos estão dentro do espaço fiscal disponível. Na avaliação do governo, a correção de 15,04% corresponde à variação acumulada do INPC desde o início da atual estrutura do programa até agosto deste ano, com o objetivo de preservar o poder de compra dos beneficiários.
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política