
Uma nova pesquisa de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2026, realizada pelo instituto Nexus em parceria com o banco BTG Pactual e divulgada em 21 de setembro, aponta um cenário de empate técnico entre os principais adversários. No levantamento, que ouviu 2.006 eleitores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 45%. A situação acende um alerta sobre como interpretar corretamente esses números.
O conceito de empate técnico ocorre quando a diferença de pontos percentuais entre os candidatos é menor do que a margem de erro da pesquisa. Essa margem não é um erro no estudo, mas sim um intervalo de confiança estatístico. Ela indica a variação possível nos resultados se toda a população fosse ouvida, em vez de apenas uma amostra.
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Imagine que um candidato tenha 46% dos votos e a margem de erro seja de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na realidade, a intenção de voto real dele pode variar entre 44% e 48%. O mesmo cálculo se aplica a todos os outros candidatos citados no levantamento.
Como a margem de erro é definida?
O cálculo da margem de erro depende principalmente de dois fatores: o tamanho da amostra e o nível de confiança. Quanto maior o número de pessoas entrevistadas, menor tende a ser a margem de erro, pois a amostra se aproxima mais da realidade da população total. A maioria das pesquisas eleitorais trabalha com um nível de confiança de 95%.
Um nível de confiança de 95% significa que, se a mesma pesquisa fosse realizada 100 vezes com amostras diferentes, em 95 delas os resultados estariam dentro da margem de erro estipulada. Isso confere alta credibilidade estatística aos dados apresentados.
No caso da pesquisa BTG/Nexus, a diferença de apenas um ponto percentual entre os candidatos está dentro da margem de erro de dois pontos. Por isso, não é possível afirmar com segurança estatística quem está na frente. Tecnicamente, os dois podem estar em primeiro lugar, com um resultado real de 48% para Lula e 43% para Flávio Bolsonaro, por exemplo.
Na prática, o empate técnico indica uma disputa acirrada e que os candidatos estão em patamares muito próximos na preferência do eleitorado naquele momento específico. Entender essa metodologia é fundamental para ler os resultados de forma correta, evitando conclusões precipitadas sobre quem realmente lidera a corrida eleitoral.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.