
Nas últimas 72 horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sofrendo forte pressão dentro e fora do governo para não assinar a medida provisória que vai proibir a operação de bets em todo o Brasil. O chefe do Executivo assinará a ordem ainda nesta sexta-feira (25/9).
Dois argumentos têm chegado até o presidente: o primeiro é de que com o fim das bets, clubes e até veículos de comunicação podem falir, inclusive milhares de influenciadores que recebem recursos do segmento. O outro é de que o principal problema do vício em apostas ocorre por conta de jogos como o do Tigrinho, os cassinos on-line.
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As apostas esportivas seriam a parte menor do problema. No entanto, o presidente recebeu relatórios demonstrando o nível alarmante de famílias endividadas e com as finanças corroídas pelo jogo. Os próprios sites e aplicativos de apostas oferecem acesso aos cassinos on-line. O Tigrinho representa a maior parte do faturamento inclusive das bets, de acordo com relatórios obtidos pelo Executivo.
De acordo com fontes palacianas, o presidente Lula decidiu cortar o mau pela raiz e não deve autorizar ou relativizar novamente as bets mesmo que ganhe a eleição. O Brasil seguirá caminho de nações europeias, que já restringiram o jogo. No entanto, o caso nacional seria exemplo de uma decisão ainda mais radical.
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