Eleições 2026

Jorge Messias manifesta solidariedade à CNBB após ataques

Advogado-Geral da União afirmou defender o Estado laico e a liberdade religiosa e criticou o uso da mentira como instrumento político e eleitoral

Manifestação ocorre após a repercussão de informações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida e à possibilidade de alteração de sua condição de Padroeira do Brasil -  (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil )
Manifestação ocorre após a repercussão de informações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida e à possibilidade de alteração de sua condição de Padroeira do Brasil - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil )

O advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou nas redes sociais uma nota de solidariedade à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em meio à fake news envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Na manifestação, Messias afirmou reconhecer a atuação pastoral da entidade junto à comunidade católica e destacou sua participação na construção da democracia brasileira. O chefe da AGU também declarou solidariedade à CNBB diante do que classificou como “ataques e agressões” atribuídos ao candidato.

Na publicação, Messias afirmou que o Estado laico pressupõe a convivência respeitosa entre diferentes crenças religiosas. Segundo ele, o poder público deve assegurar a liberdade religiosa sem legislar sobre a fé ou impor crenças. O advogado-geral também citou a Bíblia para defender que a adesão religiosa deve ocorrer de forma espontânea e afirmou que, como cristão e evangélico, respeita pessoas que professam outras religiões.

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A manifestação ocorre após a repercussão de informações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida e à possibilidade de alteração de sua condição de Padroeira do Brasil. O episódio envolveu uma proposta apresentada em 2007, que pretendia modificar a legislação sobre o tema. O projeto, porém, foi rejeitado e arquivado em 2008. Não há registro de Flávio Bolsonaro como autor da proposta.

Em nota, a CNBB disse que “mentira não se combate com outra mentira […] A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar.”

A controvérsia também chegou à Justiça. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que atribuíam a Flávio Bolsonaro ou à família dele a intenção de retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil. Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o restabelecimento de uma publicação do humorista Antonio Tabet retirada por ordem de Mendonça, em decisão que tratou especificamente da liberdade de expressão e da ausência de menção nominal ao candidato no conteúdo analisado.

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postado em 28/09/2026 10:10
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