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Lula defende SUS e diz que governo deve garantir ao pobre "o direito do rico"

Presidente afirmou, durante visita ao Hospital João de Deus, que acesso gratuito a tratamento de alto custo representa um avanço na vida da população

Presidente Lula (PT) em visita ao Hospital João de Deus  -  (crédito: Reprodução/YouTube)
Presidente Lula (PT) em visita ao Hospital João de Deus - (crédito: Reprodução/YouTube)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (28/9), durante visita ao Hospital João de Deus, em Belém (PA), que uma das principais missões do poder público é garantir à população de baixa renda acesso a serviços e tratamentos de saúde que, segundo ele, muitas vezes estão disponíveis apenas a quem tem condições financeiras.

Ao relembrar o início de sua trajetória no governo, Lula afirmou que considerava cumprida sua missão caso, ao fim de seu primeiro mandato, a população tivesse condições de fazer as três principais refeições do dia. Segundo ele, atualmente, a possibilidade de o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecer tratamentos de alto custo também representa uma realização.
“Comecei a governar e eu falei o seguinte, olha, se ao terminar o meu primeiro mandato o povo estivesse tomando café, almoçando e jantando, eu já teria cumprido a missão da minha vida”, afirmou.
O presidente citou o caso de uma criança de 10 anos que, segundo ele, recebe gratuitamente pelo SUS um medicamento cujo custo chega a R$ 5 milhões por ano. Lula disse que a situação reforça sua percepção de que as políticas públicas podem transformar concretamente a vida das pessoas.

“Hoje, quando eu vi aquela mulher com aquela criança de 10 anos de idade, tomando um remédio que custa 5 milhões por ano, 5 milhões por ano, de graça pelo SUS, aí eu falo, eu posso morrer, porque as coisas estão acontecendo na vida das pessoas”, declarou.
Para Lula, o custo de um tratamento não pode ser analisado apenas pelo valor financeiro quando está em jogo a preservação de uma vida. O presidente questionou quantas pessoas já morreram por não terem condições de comprar medicamentos ou por falta de atendimento médico e estrutura de saúde.

“Parece caro, mas a gente está salvando uma vida. Quanto custa uma vida de uma criança de 10 anos de idade? Quantas pessoas morreram porque não tinham dinheiro para comprar o remédio? Quantas pessoas morreram porque não tinham ambulância? Quantas pessoas morreram porque não tinham UBS? Não tinham hospital?”, questionou.
Na avaliação do presidente, cabe ao poder público assegurar que pessoas de baixa renda tenham acesso a direitos e serviços que, historicamente, estiveram mais disponíveis para os mais ricos. “Então, o que o poder público faz? Tem que garantir ao pobre o direito do rico. É só isso. Eu não quero tirar nada de nenhum rico. Se eu puder, eu tiro um pouquinho, fazer ele pagar mais impostos para melhorar a vida dos pobres. Se eu puder, eu faço isso”, afirmou.

Lula também defendeu que pessoas que, segundo ele, foram historicamente tratadas como invisíveis tenham acesso a serviços públicos capazes de garantir atendimento médico e tratamento adequado. “Mas aí é o seguinte, Getúlio, o que nós queremos é levar para as pessoas que foram tratadas como invisíveis nesse país a vida inteira o direito de ser enxergado”, disse.
O presidente afirmou ainda que ninguém deveria morrer por falta de atendimento médico, medicamentos ou vacinas. “Ninguém pode morrer por falta de um médico. Ninguém pode morrer por falta de uma injeção, por falta de uma vacina. Ninguém pode morrer”, declarou.

Ao final, Lula afirmou que considera que o país vive um avanço na área da saúde e voltou a destacar seu interesse pela ampliação do atendimento especializado. “Então, o Brasil está dando um salto de qualidade. O Brasil já sabe da obsessão que eu tenho por esse programa mais especialista. É um sonho. É um sonho”, afirmou.

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postado em 28/09/2026 19:18
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