Caso Master

Governo de SP nega favorecimento à Credcesta, ligada ao Banco Master

Instituição esteve cadastrada no sistema de consignados do estado por três anos até momento da liquidação em fevereiro de 2026

O governo de São Paulo negou qualquer envolvimento ou favorecimento com a PKL Credcesta, instituição financeira ligada ao Banco Master e liquidada em fevereiro de 2026. Segundo a nota, a Credcesta foi credenciada no sistema estadual de consignados em maio de 2022, durante a gestão de Rodrigo Garcia (PSDB). 

Além disso, o governo também nega qualquer favorecimento por doações mencionadas. Segundo apuração do Correio, na proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, o ex-banqueiro afirma ter doado R$ 3 milhões para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição, além de ter aportado R$ 2 milhões na conta eleitoral do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Além disso, serviram como “contrapartidas financeiras” realizadas após um “ajuste indevido” com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que é vice de Ronaldo Caiado na corrida presidencial.

O Governo do Estado de São Paulo repudia e nega, de forma categórica, qualquer insinuação de irregularidade ou favorecimento envolvendo o credenciamento da PKL Credcesta para operar crédito consignado no Estado, seja por doações mencionadas, seja por relações atribuídas ao então secretário de Governo, Gilberto Kassab. A hipótese não encontra respaldo nos fatos, na cronologia dos eventos nem nas regras que disciplinam o setor”, ressaltaram na nota. 

No esclarecimento, o governo paulista afirma que o Credcesta foi suspenso no exato momento em que foi liquidado pelo Banco Central e que o credenciamento de instituições consignatárias segue um procedimento administrativo regulamentado com critérios objetivos e vinculados à normas legais e regulatórias. 

A nota destaca também que a escolha da instituição e o contrato é entre o servidor e a instituição, o Estado não tem qualquer decisão nesse caso. Além disso, ressaltou que o Decreto nº 69.126/2024 criou uma nova categoria de consignatária: sociedades de crédito, financiamento e investimento (SCFIs) autorizadas pelo Banco Central, equiparando-as a bancos e cooperativas para fins de credenciamento.

“A medida seguiu normas do CMN e do Banco Central e ampliou o mercado para financeiras digitais, num cenário em que o Estado já contava com mais de 200 instituições credenciadas. A PKL não se enquadra nessa categoria: foi credenciada por via distinta, em 2022. Portanto, não há qualquer relação entre o decreto ou suposto benefício à empresa”, argumenta. 

O governo também defende que a participação da PKL foi pequena se comparada com a de outros operadores de consignados em São Paulo. De acordo com a nota, dos R$ 634 milhões movimentados, o Credcesta responde por 3,4% e já chegou a ser de 5,26% antes da liquidação pelo BC. 

Por fim, o governo afirma que os contratos que estavam em vigor seguem sendo honrados por uma orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), devido a uma obrigação legal voltada a proteger o servidor que já havia contratado.

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