Eleições

Lula aciona TSE por interrupção de serviços consulares dos EUA no Brasil

Campanha aponta "gesto diplomático anômalo" e pede investigação da suspensão de serviços consulares como ação a favor de Flávio Bolsonaro

Lula sorri e acena em evento de campanha neste sábado, em São Paulo, enquanto equipe jurídica contesta interferência externa nas eleições brasileiras -  (crédito: Ricardo Stuckert)
Lula sorri e acena em evento de campanha neste sábado, em São Paulo, enquanto equipe jurídica contesta interferência externa nas eleições brasileiras - (crédito: Ricardo Stuckert)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a investigação da decisão do governo dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares no Brasil. O pedido foi anexado à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura intervenção externa nas eleições brasileiras.

A medida do governo americano, em vigor desde a sexta-feira (210), foi justificada por "preocupações com a segurança", sem detalhar a natureza da ameaça. A orientação foi para que cidadãos evitassem as repartições e funcionários trabalhassem de forma remota.

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Para a Coligação Brasil Pronto Pra Mais, a infraestrutura de intervenção externa no processo eleitoral atua em três frentes articuladas: comunicacional, institucional e diplomática. Segundo a ação, essa estrutura estaria a serviço da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

A ação pede a investigação do principal candidato de oposição, de seu vice, Alfredo Gaspar (PL), e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

Gesto diplomático anômalo

A equipe jurídica de Lula classifica a suspensão dos serviços como um "gesto diplomático anômalo". Segundo os advogados, a atitude, vinda de um Estado estrangeiro durante o período eleitoral, "projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito".

O documento afirma que os fatos representam um "desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norte americano". A campanha alega que a ação foi articulada "diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro".

A peça jurídica também cita informações da imprensa de que "a ordem para fechamento partiu diretamente de Marco Rubio, diretor do Departamento de Estado dos Estados Unidos". A equipe de Lula aponta a proximidade de Rubio com a família Bolsonaro e sua atuação focada na América Latina.

Na quinta-feira (1º/10), o presidente americano, Donald Trump, declarou que o Brasil é "um país muito importante" e descreveu a eleição presidencial brasileira como "muito importante".

Com informações da Agência Estado

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 03/10/2026 16:06 / atualizado em 03/10/2026 16:06
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