
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, afirmou neste domingo (4/10) que as investigações realizadas pelas equipes de inteligência não identificaram, até o momento, qualquer risco concreto de interferência estrangeira nas eleições deste ano.
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na sede do TSE, em Brasília, após o ministro ser questionado sobre decisões de representações diplomáticas que interromperam serviços ou emitiram alertas de segurança às vésperas da votação. “Até o momento, nós não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou Nunes Marques.
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Segundo o presidente do TSE, a possibilidade de interferência estrangeira havia sido discutida meses atrás, inclusive no ano passado, principalmente em relação à atuação de plataformas digitais. “Muito se falava, meses atrás, inclusive no ano passado, que essas interferências poderiam vir através das plataformas”, disse.
Nunes Marques atribuiu parte da redução dos riscos ao trabalho desenvolvido pelo TSE em conjunto com as plataformas digitais. De acordo com o ministro, o plano de conformidade e a cooperação das empresas com a legislação brasileira contribuíram para evitar problemas que poderiam afetar o processo eleitoral.
“E eu creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas, não só o plano de conformidade, mas uma parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira afastou muitos dos problemas que poderíamos ter”, declarou.
O ministro reforçou que, até o momento, as equipes responsáveis pelo monitoramento dentro do Tribunal não identificaram sinais de interferência estrangeira.
A declaração ocorre após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionar a suspensão de serviços consulares dos Estados Unidos no Brasil a uma possível interferência externa no processo eleitoral. A campanha afirmou que a decisão da embaixada americana, tomada às vésperas da votação, gera insegurança.
Apesar dos questionamentos sobre as medidas adotadas por representações diplomáticas, Nunes Marques afirmou que não há, até o momento, elementos concretos identificados pelas estruturas de inteligência do TSE que indiquem interferência estrangeira nas eleições.
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