
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou por volta das 14h10 deste domingo (4/10), durante o primeiro turno das eleições de 2026. O magistrado registrou o voto em uma escola na Asa Sul, em Brasília. Fux não falou com jornalistas após a votação.
Com o voto de Fux, oito dos dez ministros atualmente em atividade no Supremo já foram às urnas neste domingo. Além dele, também votaram os ministros Nunes Marques, André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e outros integrantes da Corte. A maioria dos magistrados vota em Brasília, enquanto alguns registram o voto em outros estados.
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Os eleitores brasileiros escolhem neste domingo representantes para seis cargos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador — com duas vagas em disputa —, governador e presidente da República. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 158,7 milhões de eleitores estão aptos a participar do pleito de 2026, número cerca de 2,2 milhões superior ao registrado na eleição anterior.
A atuação do STF ganhou destaque na reta final da campanha eleitoral, especialmente em meio às investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. O caso provocou divergências entre integrantes da Corte, sobretudo entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, e levou a discussões sobre o compartilhamento de informações obtidas pela Polícia Federal.
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Fux também foi citado nos desdobramentos da investigação após a divulgação de conversas entre Vorcaro e seu filho, o advogado Rodrigo Fux. Segundo a defesa, os contatos tinham caráter estritamente profissional e ocorreram antes de qualquer suspeita de irregularidade. Diante da repercussão, Fux e Mendonça solicitaram ao presidente do STF, Edson Fachin, acesso integral aos dados extraídos do celular do empresário.
Ao defender o acesso ao material, Fux argumentou que ministros eventualmente mencionados nas investigações deveriam ter conhecimento integral das informações para garantir transparência e o exercício da ampla defesa. O pedido também ocorreu em meio ao debate sobre o uso de informações parciais ou vazamentos seletivos relacionados ao caso. Se houver necessidade de segundo turno para os cargos executivos, a votação está marcada para 25 de outubro.
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