
Ciro Nogueira (PP-PI) não conseguiu renovar o mandato no Senado nas eleições deste domingo (4/10) e deixará a Casa ao fim da atual legislatura. Com pouco mais de 815 mil votos, o presidente nacional do Progressistas terminou a disputa no Piauí na terceira colocação e ficou fora das duas vagas em jogo no estado.
As cadeiras foram conquistadas por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Castro recebeu 35,46% dos votos válidos, enquanto Ciro alcançou 24,67% e não conseguiu permanecer entre os dois candidatos mais votados.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
A derrota encerra uma trajetória de mais de uma década de Ciro no Senado. O ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro chegou à Casa em 2011, após vencer a disputa de 2010, e conseguiu renovar o mandato nas eleições de 2018.
Investigações e desgaste político
A tentativa de reeleição ocorreu em um momento de desgaste para Ciro, cujo nome passou a aparecer nas investigações relacionadas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal apura a relação entre o senador e o banqueiro a partir de mensagens e registros de viagens internacionais que indicam proximidade entre os dois.
Entre os pontos investigados está uma emenda apresentada por Ciro em 2024 que propunha mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos. Os investigadores buscam esclarecer se a alteração teria como objetivo beneficiar negócios ligados ao grupo financeiro de Vorcaro.
Fim de uma sequência de vitórias
A saída do Senado também representa uma mudança na trajetória eleitoral de um dos principais nomes do Progressistas. Ciro ocupava uma das cadeiras do Piauí desde 2011 e havia conquistado a reeleição oito anos depois.
Além da atuação parlamentar, ele mantém papel de destaque na estrutura partidária. Ciro comanda nacionalmente o PP desde 2013.
Política
Política
Política