
As duas vagas do Distrito Federal no Senado conquistadas pelo Partido Liberal (PL) nas eleições deste domingo (4/10) terão familiares das titulares como primeiros suplentes. Michelle Bolsonaro escolheu o irmão Diego Torres Dourado para a função, enquanto Bia Kicis registrou o filho Samuel Kicis de Sordi na mesma posição na chapa.
A composição faz com que parentes diretos das duas senadoras eleitas tenham prioridade para assumir os mandatos caso seja necessária a substituição das titulares.
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Nas eleições para o Senado, cada chapa é formada pelo candidato ao cargo e por dois suplentes, que são eleitos conjuntamente. O primeiro é convocado nas hipóteses de afastamento ou vacância previstas na legislação. Se ele não puder ocupar a cadeira, a vaga passa ao segundo suplente.
Os dois familiares escolhidos pelas parlamentares já têm algum histórico de atuação ligado à política ou à administração pública, embora nenhum deles tenha exercido mandato eletivo.
Filho de Bia já integrou estrutura partidária
Engenheiro, Samuel Kicis de Sordi volta a integrar formalmente um projeto político da mãe sete anos depois de ocupar uma função partidária durante a passagem de Bia Kicis pelo comando do PSL no Distrito Federal.
Em 2019, quando a então deputada presidia a legenda na capital federal, Samuel foi nomeado tesoureiro-geral do diretório. Naquele período, ele vivia em Lima, no Peru, onde trabalhava como consultor contábil.
Agora, o filho da parlamentar aparece como primeiro suplente da chapa que levou Bia ao Senado. A deputada, que cumpria o segundo mandato na Câmara antes da eleição, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônio de R$ 1.330.688,17.
Irmão de Michelle passou por cargos públicos
Na chapa de Michelle Bolsonaro, a primeira suplência ficará com Diego Torres Dourado, irmão da ex-primeira-dama por parte de pai. Ex-militar da Aeronáutica, ele acumula passagens por diferentes postos na administração pública, incluindo funções no Ministério da Defesa, no Senado e no governo de São Paulo.
Uma dessas nomeações ocorreu em janeiro de 2023, quando Diego passou a atuar como assessor especial do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), no Palácio dos Bandeirantes. O cargo tinha remuneração aproximada de R$ 22,6 mil por mês. Ele deixou a administração paulista em novembro de 2025.
Poucos meses depois, em fevereiro deste ano, Diego assumiu uma nova função pública, desta vez na Prefeitura de São Caetano do Sul, comandada por Tite Campanella (PL). Ele foi nomeado diretor do Departamento de Parcerias e Transferências Intergovernamentais, com salário-base de R$ 26.799,11.
A indicação para o cargo municipal antecedeu em alguns meses o registro de sua candidatura como primeiro suplente de Michelle Bolsonaro. Com a vitória dela e de Bia Kicis, os dois familiares passam a integrar oficialmente as chapas que representarão o Distrito Federal no Senado a partir de 2027.
Cidades DF
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