
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende ampliar a busca por votos no Nordeste no segundo turno das eleições. A estratégia foi apresentada nesta quarta-feira (7/10), em evento do partido em Brasília, pelo candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, que afirmou que a região não está mais consolidada como base eleitoral do PT.
Segundo ele, a campanha pretende dialogar com os eleitores sobre as propostas do candidato e defender uma mudança na condução das políticas públicas. “O Nordeste não está dominado pelo PT, não. Isso está virando. O Nordeste cada vez mais abandona o projeto do PT”, afirmou.
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Gaspar disse que a chapa pretende apresentar o Nordeste como uma região de oportunidades e prometeu ampliar investimentos em áreas como agricultura familiar, acesso à água, tecnologia e crédito. O candidato a vice também afirmou que Flávio pretende manter e fortalecer programas sociais, citando o Bolsa Família, a Farmácia Popular e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
“Só Flávio Bolsonaro pode levar o Nordeste à esperança verdadeira, esperança de investimento, esperança de melhoria de vida, esperança de aprimoramento dos programas sociais, mantendo o que existe e ainda melhorando com oportunidades”, declarou.
Gaspar afirmou ainda que sua escolha para compor a chapa está relacionada à sua origem nordestina e ao conhecimento das demandas da região.
Na área econômica, Alfredo Gaspar afirmou que um eventual ajuste fiscal proposto pelo PL não deverá atingir a população mais vulnerável. Sem detalhar quais medidas seriam adotadas, ele disse que a redução de despesas seria direcionada a outras áreas da administração pública. “Ajuste fiscal do governo Flávio Bolsonaro não vai mexer em um direito que é do povo mais vulnerável. É um compromisso de Flávio Bolsonaro. O povo mais vulnerável, fique tranquilo. Ajuste fiscal jamais irá alcançar quem mais precisa”, afirmou.
Gaspar também defendeu a redução do número de ministérios e de cargos comissionados no governo federal. Ao criticar a estrutura da atual gestão, comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato a vice afirmou que a administração de Flávio Bolsonaro pretende cortar o que considera excesso na máquina pública. “Essa mamata que o PT criou, só este governo atual, de 22.500 cargos comissionados para a companheirada do PT botar a perna para cima e não trabalhar, vai acabar. Vamos meter um corte em tudo que for supérfluo”, disse. Questionado se a proposta significaria “acabar com a mamata”, respondeu: “Acabar com a mamata”.
*Estagiária sob supervisão de Rafaela Gonçalves
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