
A decisão da direção nacional do Republicanos de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais abriu uma divergência interna na legenda. Em Pernambuco e na Paraíba, lideranças do partido decidiram contrariar a orientação da cúpula e manter o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em Pernambuco, o presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho, utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (8/10) para reafirmar o alinhamento com o petista. O dirigente sinalizou que a posição adotada nacionalmente não altera os compromissos políticos construídos pela legenda no estado.
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“Independentemente da posição nacional do Republicanos, em Pernambuco, seguimos com o presidente Lula. Entendo que esse é o melhor projeto para continuar promovendo o desenvolvimento econômico, a justiça social e as transformações que o Brasil precisa, trabalhando na construção de um país mais justo e mais solidário”, escreveu Silvio.
Na Paraíba, o deputado federal Murilo Galdino (Republicanos) adotou postura semelhante. Também nesta quinta-feira, o parlamentar tornou pública sua divergência com a direção nacional e afirmou que seguirá ao lado de Lula na disputa contra o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Independentemente da decisão tomada pela direção nacional do Republicanos, mantenho meu apoio ao presidente Lula, baseado na trajetória construída e na visão que temos para o Brasil. É uma posição que assumo com responsabilidade e respeito à democracia”, declarou Galdino.
As manifestações evidenciam as dificuldades da direção nacional do Republicanos para garantir unidade em torno da candidatura de Flávio. No Nordeste, onde Lula mantém alianças com lideranças de diferentes campos políticos, a orientação partidária esbarra em compromissos regionais e na resistência de dirigentes em romper com o presidente.
Para o entorno petista, a manutenção desses apoios representa uma oportunidade de ampliar a articulação política no segundo turno, sobretudo entre integrantes de legendas que decidiram caminhar formalmente com o adversário. O movimento também expõe uma divisão entre os interesses da direção nacional do Republicanos e as estratégias eleitorais adotadas por seus principais quadros nos estados.
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