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Flávio recua de fala sobre mudar Constituição após repercussão

Ante a repercussão negativa das declarações sobre alterar a Carta Magna, candidato diz que respeitará texto constitucional. Segundo ele, as modificações serão pontuais, como reforma do Judiciário, redução da maioridade penal e fim da reeleição

Flávio com aliados em Brasília -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Flávio com aliados em Brasília - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Um dia depois de anunciar a intenção de mudar a Constituição Federal, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, recuou das declarações, ante a repercussão negativa. Segundo ele, as alterações envolvem uma reforma no Judiciário, redução da maioridade penal, modificações na reforma tributária e o fim da reeleição.

"Têm várias PECs possíveis. Tem que haver uma reforma do Judiciário. Sou a favor da diminuição da maioridade penal, tem que ser por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm de ser alterados por PEC. O fim da reeleição também tem que ser por PEC, e é o Congresso que vai decidir se são quatro ou cinco anos, se vai valer para governador e presidente", justificou.

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O presidenciável ainda afirmou que, qualquer alegação além dos temas tratados, trata-se de "especulação". "Vi gente dizendo que agora, com maioria, Flávio vai fazer o que o pai não tez. Vamos parar de mentir", completou.

Na terça-feira, em Goiânia, onde recebeu o apoio do ex-governador do estado Ronaldo Caiado (PSD), Flávio afirmou que usaria a maioria conquistada no Congresso para "mudar a Constituição" e "redemocratizar o país". "O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele é hoje, com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição", enfatizou, na ocasião. Na internet, repercutiu negativamente a fala de Flávio. Eleitores que se opõem ao bolsonarismo levantaram a possibilidade de ele estar planejando medidas autoritárias ou de supressão de direitos sociais.

Sobre o fim da reeleição, Flávio disse que pretende usar o "capital político de um presidente recém-eleito" para aprovar uma PEC com essa mudança. "Redemocratizar o país nesse sentido. (…) É para dar o exemplo e para botar o cidadão no centro do meu governo", argumentou.

O senador destacou ainda que sua atuação como presidente, se eleito, será ponderada, respeitando a Constituição e "honrando e respeitando cada segmento da sociedade". Segundo ele, o processo legislativo será respeitado em todos os casos. "A maioria vai decidir a reforma política que tem que ser feita", acrescentou.

Nome do pai

Em reunião com parlamentares e governadores eleitos pelo partido, também nessa quarta-feira, Flávio citou novamente a composição do próximo Parlamento. "Esse Congresso está configurado para um presidente como o Flávio Bolsonaro", discursou. Ele também afirmou que o resultado das urnas representa uma resposta do eleitorado e associou o desempenho dos candidatos do PL à imagem e ao legado do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

Flávio pediu que os aliados não desmobilizem suas redes sociais e anunciou que pretende trabalhar com sua equipe para publicar conteúdos logo nas primeiras horas do dia, numa tentativa de pautar os assuntos que serão discutidos nas plataformas.

A estratégia digital aparece no discurso como uma extensão da estrutura política do PL. Ele pediu que parlamentares e governadores usem seus próprios perfis para ampliar o alcance das mensagens da campanha. "Quem tem voto são vocês", argumentou aos aliados.

O presidencial voltou a mirar no adversário direto. Disse que o país está "cansado" do petista e afirmou que pretende encerrar a "era Lula". Também prometeu, caso eleito, fazer "o governo mais f*" que os brasileiros já viram.

O candidato atribuiu à fé cristã parte da trajetória na campanha e afirmou acreditar que Deus orienta suas decisões. Ao projetar um eventual governo, falou ainda em recuperar o protagonismo internacional do Brasil e defendeu uma política externa voltada para democracias e para os interesses nacionais.

 

 

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postado em 08/10/2026 03:55
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