ELEIÇÕES 2026

Violência política cresce no 1º turno das eleições, aponta levantamento

Organizações de direitos humanos registraram 134 episódios durante os 50 dias de campanha, cinco vezes mais do que no período pré-eleitoral

Pessoas negras, entre pretas e pardas, representaram 44,8% das vítimas de violência política no 1º turno, com 60 casos registrados.

 -  (crédito: Divulgação / PCDF)
Pessoas negras, entre pretas e pardas, representaram 44,8% das vítimas de violência política no 1º turno, com 60 casos registrados. - (crédito: Divulgação / PCDF)

Um levantamento realizado pela Terra de Direitos e pela Justiça Global registrou 134 episódios de violência política durante os 50 dias de campanha do 1º turno das eleições. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (7/10), representam uma ocorrência a cada nove horas e apontam aumento em relação ao mesmo período de 2022, quando foram contabilizados 121 casos.

A frequência dos episódios também foi superior à registrada no período pré-eleitoral. Durante a campanha, a média foi de um caso a cada nove horas, cinco vezes maior do que a média de um episódio a cada 44 horas registrada anteriormente.

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As mulheres cisgênero e trans foram as principais vítimas, representando 52,2% dos casos, com 70 episódios, enquanto homens foram vítimas em 61 ocorrências. Entre os 102 episódios direcionados a candidaturas registradas, que correspondem a 76,1% do total, 60 atingiram mulheres, o equivalente a 58,8%.

Entre os casos de violência contra mulheres, 75,7% apresentaram algum marcador discriminatório. Foram identificados 45 episódios relacionados a machismo ou misoginia, nove a racismo e cinco a transfobia.

Pessoas negras, entre pretas e pardas, representaram 44,8% das vítimas de violência política no 1º turno, com 60 casos registrados.

As ameaças foram o tipo de violência mais frequente, com 64 episódios. Em seguida, aparecem ofensas, com 33 casos; agressões físicas, com 19; e atentados, com 11 ocorrências. Também foram registrados cinco episódios de criminalização e dois assassinatos.

Os dois assassinatos tiveram como vítimas agentes municipais do sexo masculino: um vereador e um secretário. O recorte por gênero também aparece nos casos envolvendo armas de fogo. As 12 ocorrências registradas tiveram homens como vítimas.

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postado em 08/10/2026 20:08
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