CASO MASTER

Flávio Bolsonaro era "usuário master" em conta de empresa ligada a Vorcaro

E-mail encontrado pela PF aponta que o senador tinha "acesso e gerenciamento" de conta bancária de empresa que mantinha sociedade em jatinho com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

O candidato ao Planalto viajou na aeronave citada em janeiro de 2025 de Brasília a Fort Lauderdale, na Flórida -  (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado e Divulgação)
O candidato ao Planalto viajou na aeronave citada em janeiro de 2025 de Brasília a Fort Lauderdale, na Flórida - (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado e Divulgação)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) estava cadastrado como "usuário master" da conta bancária de uma empresa que detinha um terço de uma aeronave que também pertencia a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. De acordo com documentos encontrados pela Polícia Federal, a conta estava cadastrada em nome da Alcazar Holdings, administrada pelo advogado Willer Tomaz.

No entanto, até maio de 2025, de acordo com o jornal O Globo, também pertencia a Flávio Bolsonaro. A informação foi confirmada ao Correio por fontes na Polícia Federal. Os registros estavam em uma troca de e-mail entre o banco Santander e uma secretária do advogado Willer. 

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A PF afirma que, “na documentação relativa à abertura da conta bancária da empresa Alcazar Holdings, verificou-se que Flávio Bolsonaro figurava com perfil de usuário master, condição que, em princípio, lhe conferia nível elevado de acesso e gerenciamento” e “ acesso operacional relevante” à conta bancária, o que “sustenta a hipótese de sua eventual participação econômica ou societária de fato na empresa”.

Flávio viajou no jato em que a empresa tinha cota em janeiro de 2025, dos Estados Unidos ao Brasil. No Icloud de Willer, a PF também encontrou fotos de Flávio e prints de conversas com ele. Em nota, por meio de sua assessoria, o senador afirmou que“nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas”.

De acordo O Globo, a Alcazar Holding é sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e tem Willer Tomaz como o único sócio. Além disso, de acordo com a publicação, a empresa também era dona de uma das três cotas do jato Legacy 650 de matrícula PP-NLR adquirido em 2023 pela Fraction 024.

Foi na aeronave citada que o parlamentar viajou, em janeiro de 2025, em uma viagem de ida e volta de Brasília a Fort Lauderdale, na Flórida. O advogado Willer Tomaz negou que tenha tido qualquer conta conjunta com Flávio e diz que mantém apenas relação de amizade com o congressista.

"Os dois nunca dividiram conta bancária. O e-mail enviado ao Santander não demonstra o contrário. Extrair desse documento uma 'eventual participação econômica ou societária' é ilação. Os deslocamentos citados foram viagens de lazer com as famílias, que embarcaram como convidadas, sem pagamento ou contrapartida de qualquer natureza", destaca nota do jurista.

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postado em 14/10/2026 16:07 / atualizado em 14/10/2026 16:12
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