PEC da SEGURANÇA

Marinho diz que adiamento de PEC busca preservar capital político do governo

Líder da oposição no Senado afirma que Executivo evitou debate sobre proposta que trata da segurança pública

Senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a decisão de adiar a votação e disse que o governo deixou de responder às demandas da população por mudanças na área.  -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
Senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a decisão de adiar a votação e disse que o governo deixou de responder às demandas da população por mudanças na área. - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), atribuiu ao governo a decisão de adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A declaração foi feita nesta quinta-feira (15/10), após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmar que retirou a matéria de pauta por iniciativa própria.

Marinho afirmou que o governo teria evitado o debate diante do risco de enfrentar temas que, segundo ele, atendem às demandas da população na área de segurança pública. O senador também acusou o Executivo de priorizar interesses eleitorais em detrimento do combate ao crime organizado.

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O líder da oposição defendeu a versão da proposta associada aos deputados Mendonça Filho (União-PE) e Guilherme Derrite (PP-SP). Segundo o senador, o texto atende às demandas da população por segurança pública e promove mudanças na integração das forças policiais e no combate ao crime organizado. “Foram pessoas que são ou tiveram como operadores da polícia, da segurança pública e modificaram profundamente a proposta que o governo mandou aqui para o Congresso Nacional”, declarou.

O senador afirmou que a proposta prevê mecanismos para integrar as polícias e aperfeiçoar a atividade policial. Também relacionou a discussão à demanda pela redução da maioridade penal, sob o argumento de que a medida poderia evitar o recrutamento de jovens pelo crime organizado.

Na sequência, o senador criticou a decisão de adiar a votação e disse que o governo deixou de responder às demandas da população por mudanças na área. “Isso mostra que o governo não está interessado em resolver segurança pública. O governo está interessado em ganhar as eleições, mesmo que isso custe a segurança das pessoas, mesmo que isso custe a instabilidade do país, mesmo que signifique dar as costas para a necessidade que a população tem de ter a sua condição de segurança preservada quando vai às ruas”, disse.

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postado em 15/10/2026 20:00
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