BAHIA

TRE-BA revoga prisão de secretário de Salvador, mas mantém investigação

Decisão do TRE considerou o fim da votação, mas exige que a prefeitura envie dados sobre a frota de ônibus em 48h

O tribunal exigiu que Pablo Souza (D) e as concessionárias apresentem os dados operacionais da frota de ônibus em até 48 horas -  (crédito: Reprodução/Instagram)
O tribunal exigiu que Pablo Souza (D) e as concessionárias apresentem os dados operacionais da frota de ônibus em até 48 horas - (crédito: Reprodução/Instagram)

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) revogou nesta segunda-feira (26/10), a ordem de prisão em flagrante do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, expedida durante o segundo turno das eleições. A Corte manteve a apuração sobre a redução da frota de ônibus e determinou que a prefeitura, a secretaria e as concessionárias preservem e apresentem documentos da operação em até 48 horas.

Na nova decisão, o presidente do tribunal, desembargador Maurício Kertzman Szporer, considerou que a prisão perdeu sua finalidade imediata com o encerramento da votação. Também levou em conta a ausência de solicitação de medida cautelar pelo Ministério Público Eleitoral. A revogação não representa absolvição nem encerra a apuração de possíveis crimes.

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O secretário estava em Paris, em missão oficial com a vice-prefeita Ana Paula Matos (União Brasil), quando a prisão foi determinada no domingo (25/10). Na tarde do domingo, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) explicou em coletiva que Pablo retornaria ao Brasil nesta segunda-feira e se apresentaria às autoridades.

A investigação deverá esclarecer quem determinou a redução do serviço e se houve intenção de dificultar o deslocamento dos eleitores. Entre os registros a serem preservados e apresentados estão escalas de motoristas, ordens de serviço, dados de monitoramento dos veículos e comunicações internas.

A ordem de prisão foi expedida após denúncias de ônibus retidos nas garagens durante a votação. O TRE-BA também havia determinado o restabelecimento integral da frota, com gratuidade e operação equivalente à dos dias úteis, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.

O prefeito da cidade negou orientação para reduzir a circulação. Atribuiu o atraso a empresários que determinaram a retirada de adesivos eleitorais dos veículos e afirmou que a gestão autorizou a saída dos coletivos mesmo com a propaganda para assegurar o transporte dos eleitores.

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postado em 26/10/2026 14:01
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