FUGA DO BRASIL

Valdemar diz que Bolsonaro não sabia de fuga de Flávio aos EUA

Após visitar o ex-presidente nesta quinta-feira (29/10), dirigente do PL afirmou que não houve conversa sobre anistia e revelou que partido quer "seguir em frente" após senador deixar o país

Flávio foi escolhido pelo pai como seu sucessor, mas acabou derrotado por Lula nas urnas no último domingo (25/10) -  (crédito: Wilson Dias/Agência Brasil)
Flávio foi escolhido pelo pai como seu sucessor, mas acabou derrotado por Lula nas urnas no último domingo (25/10) - (crédito: Wilson Dias/Agência Brasil)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29/10) que Jair Bolsonaro “não sabia” que o filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajaria para os Estados Unidos. A declaração foi dada após uma visita ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Segundo Valdemar, os dois conversaram sobre o cenário político e a organização do partido nos estados, mas não trataram de uma possível anistia para Bolsonaro.

Valdemar também comentou a situação de Flávio, que viajou para Miami e divulgou uma carta golpista com críticas às instituições brasileiras e a promessa de liderar a oposição do exterior. O dirigente disse compreender as circunstâncias enfrentadas pelo senador, mas ressaltou que não concorda com a forma como a situação se desenrolou. “Ninguém fica feliz de estar na situação que o Bolsonaro está e ver os filhos na situação que estão. Nós temos que resolver isso daí”, declarou.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Ao falar sobre o encontro, o presidente do PL afirmou que fazia quase um ano que não conversava pessoalmente com Bolsonaro e que havia muitos assuntos a tratar. Segundo ele, a conversa passou principalmente pelo cenário político e pela organização partidária nos estados. “Conversei sobre eleição, falei o que eu posso pensar em todos os estados, os deputados estaduais, federais, candidatos nossos ao governo do Estado, que nós fizemos o maior número de governadores. E nós queremos tocar a vida para frente”, disse.

O dirigente também negou que tenha discutido com o ex-presidente uma movimentação no Congresso Nacional para aprovar uma anistia. Questionado sobre a possibilidade de uma medida para reverter a condenação de Bolsonaro, respondeu: “Não, não conversamos sobre esse assunto”. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista.

Ao encerrar, Valdemar voltou a defender que o partido deixe para trás o episódio e concentre esforços na atuação política. “O Flávio passou uma situação difícil, nós compreendemos. Mas não aprovamos. Queremos tocar o país para frente”, insistiu. A manifestação ocorre um dia depois da divulgação da carta de teor golpista, que teve alterações após a publicação inicial, incluindo a substituição da expressão “presidente eleito” por “líder do Brasil”.

  • Google Discover Icon
postado em 29/10/2026 12:13 / atualizado em 29/10/2026 12:21
x