A tentativa de acelerar a votação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 no Senado ainda esbarra na falta de assinaturas para a apresentação de um requerimento de calendário especial. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) afirmou, nesta quinta-feira (8/10), que o número de apoios necessários para formalizar o pedido ainda não foi alcançado.
Apesar do entrave, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou, em conversa com jornalistas nos corredores da Casa, que não vê problemas na apresentação do requerimento mesmo sem o número mínimo de assinaturas exigido.
A sinalização de Alcolumbre é vista como um indicativo de que a cúpula do Senado não pretende transformar a exigência regimental em um obstáculo político para o avanço da matéria. O calendário especial é uma das alternativas discutidas para encurtar os prazos de tramitação e permitir que a proposta seja analisada com maior rapidez.
Nos bastidores, a articulação em torno do requerimento ocorre em meio à tentativa de dar celeridade à discussão sobre a redução da jornada de trabalho. A avaliação é de que o posicionamento do presidente da Casa poderá ser determinante para destravar as negociações, embora a eventual flexibilização do procedimento ainda dependa de encaminhamento regimental.
A proposta de acabar com a escala 6x1 tornou-se uma das principais bandeiras do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida busca ampliar o período de descanso dos trabalhadores e reduzir a jornada semanal, sem diminuição salarial.
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