
O representante do Cruzeiro, José Francisco Cimino, afirmou durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3/11), que a medida provisória pode gerar um enorme desequilíbrio esportivo. Ele citou a partida realizada em 20 de outubro, quando o Boca Juniors enfrentou o Vasco no Maracanã exibindo a marca de uma empresa de apostas.
“Isso significa, ministro, que a medida provisória ainda vai gerar um enorme desequilíbrio entre o futebol brasileiro e as equipes sul-americanas, especialmente entre os nossos rivais que vão poder contar com o patrocínio das empresas de apostas”, defendeu.
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Cimino participou, em 2023, do plano do governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, ao coordenar a regulamentação das apostas de quota fixa no Brasil. Para ele, a regulamentação promovida na época cumpriu o artigo 29 da Lei nº 13.756/2018, enquanto os problemas atuais são fruto dos anos anteriores de omissão e falta de regras.
O ex-coordenador enfatizou que países como Reino Unido, França, Estados Unidos e Alemanha optaram por regulamentar e fiscalizar o setor, ao passo que modelos de proibição rigorosa, como o da China, movimentam cerca de US$ 60 bilhões por ano no mercado ilegal e alimentam o crime organizado.
O representante ressaltou que não apenas o Cruzeiro, mas todos os clubes brasileiros sofrerão forte impacto financeiro. Segundo Cimino, o patrocínio garantia o equivalente a quatro ou cinco folhas de pagamento de atletas e funcionários do time mineiro, além de sustentar a equipe feminina do clube, recém-campeã da Libertadores.
Durante o discurso, Cimino alertou ainda para as consequências sociais da medida provisória, destacando a perda imediata de quase 7 mil empregos, número que pode chegar a 15 mil demissões.
*Estagiária sob supervisão de Rafaela Gonçalves
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