
Entre os momentos mais aguardados da semana estão os debuts de Jonathan Anderson na Dior e de Matthieu Blazy na Chanel, sinalizando uma nova fase criativa para duas das casas mais emblemáticas da alta-costura. Nomes consolidados como Valentino, Giorgio Armani Privé, Robert Wun e Schiaparelli também integram o line-up.
Apesar do calendário robusto, algumas ausências chamam atenção. Maison Margiela, Jean Paul Gaultier, Iris Van Herpen e Fendi não participam desta edição. No caso da Fendi, a nova diretora criativa, Maria Grazia Chiuri, estreia apenas na temporada de inverno 2026. Já a Jean Paul Gaultier encerrou o modelo de estilistas convidados e ainda não anunciou a data do primeiro desfile sob o comando de Duran Lantink.
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Primeiro dia da temporada
Abrindo oficialmente a semana, a Schiaparelli apresentou sua coleção às 6h, no Petit Palais. Sob direção criativa de Daniel Roseberry, o desfile teve como tema The Agony and The Ecstasy (A agonia e o êxtase, em tradução livre) e propôs um diálogo intenso entre o celestial e o cinematográfico. Inspirado por uma visita à Capela Sistina, o estilista levou à passarela uma estética quase transcendental, com silhuetas que fundiam corpo humano e imaginário animal. Plumas, rendas tridimensionais, estruturas impressas em 3D e referências surrealistas evocaram criaturas mitológicas e um luxo provocador, reafirmando a identidade ousada da maison.
Na sequência, às 10h30, foi a vez de Jonathan Anderson apresentar sua primeira coleção de alta-costura para a Dior, no Museu Rodin. Um dos nomes mais comentados da indústria nos últimos anos, o estilista irlandês apostou em uma releitura sensível e experimental dos códigos da casa. Sem romper com a tradição, Anderson propôs uma couture inquieta, guiada pela curiosidade, pelo diálogo com a natureza e pelo valor do tempo como matéria-prima do fazer artesanal.
A apresentação foi antecedida por um curta-metragem que destacou o trabalho dos ateliês e a importância do saber fazer, reforçando a ideia da alta-costura como um laboratório vivo de conhecimento. Vestidos esculturais, volumes orgânicos, flores aplicadas, bordados densos e referências históricas surgiram como parte de um conjunto pensado como uma espécie de gabinete de curiosidades onde arte, moda e memória se encontram.
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