Revista do Correio

Hexa: um sonho que atravessa gerações

Após 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, o Brasil chega a mais uma edição do torneio carregando expectativas, memórias e a esperança de milhões de torcedores que nunca viram a Seleção campeã

 12/06/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil.  Brasilia - DF. Família com esperança que o Brasil se tornará hexa em 2026. Antônio Araújo, Soraya Araújo e suas filhas Isadora(verde) e Ana Valentina. -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
12/06/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Família com esperança que o Brasil se tornará hexa em 2026. Antônio Araújo, Soraya Araújo e suas filhas Isadora(verde) e Ana Valentina. - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Há crianças que ainda estão aprendendo o significado de palavras como finalização, assistência, contra-ataque e posse de bola. Há jovens que cresceram ouvindo histórias sobre Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e o pentacampeonato de 2002 sem nunca terem vivido uma conquista mundial da Seleção Brasileira. E há pais que carregam na memória imagens que parecem eternas, como o pênalti desperdiçado pelo italiano Roberto Baggio na final 1994, os gols de Ronaldo contra a Alemanha em 2002 e as ruas tomadas de verde e amarelo em comemorações que marcaram uma época.

Vinte e quatro anos se passaram desde o último título mundial do Brasil. A partir desse momento, a Seleção acumulou eliminações dolorosas, campanhas promissoras interrompidas e uma longa espera pelo hexacampeonato. O que não mudou foi a capacidade da Copa do Mundo de mobilizar o país.

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A cada quatro anos, o futebol volta a ocupar um lugar privilegiado na rotina dos brasileiros. Escolas adaptam horários, empresas organizam transmissões coletivas, famílias se reúnem diante da televisão e milhões de pessoas renovam uma esperança que parece resistir ao tempo. Lojas esgotam estoques de camisas, álbuns de figurinhas somem das prateleiras e o verde e amarelo toma conta de janelas, carros e perfis nas redes sociais.

A Seleção Brasileira é a única presente em todas as edições da Copa do Mundo. Ainda assim, existe uma geração inteira que conhece os títulos mundiais apenas por vídeos, fotografias e relatos familiares. São jovens que aprenderam a torcer pelo Brasil sem nunca terem visto a taça erguida por um jogador da amarelinha. E são crianças que estão descobrindo agora, pela primeira vez, o que é uma Copa do Mundo.

Memórias de quem viu o Brasil campeão

O empresário Antônio Araújo faz parte do grupo de brasileiros que tiveram a oportunidade de viver os anos dourados da Seleção. Nascido em 1974, ele guarda lembranças da Copa de 1982, considerada por muitos uma das seleções mais encantadoras da história, aquela que, mesmo sem o título, conquistou o mundo com Zico, Sócrates e um futebol que parecia arte.

"A primeira Copa que eu lembro foi a de 1982. Foi aquela Seleção Canarinho, de Zico, que encantou o mundo todo. Eu lembro quando a seleção perdeu aquela tragédia nacional, todo mundo muito triste, porque todo mundo estava certo de que ia ser campeão."

A derrota para a Itália na segunda fase daquela edição ficou marcada como uma das maiores frustrações da história do futebol brasileiro. Mas os momentos mais marcantes para Antônio vieram depois, e em circunstâncias bastante inusitadas.

Em 1994, ele estava na Europa e acompanhou a campanha do tetracampeonato de dentro do território dos adversários. Na semifinal, estava em Amsterdã quando o Brasil eliminou a Holanda. Cercado de torcedores rivais, precisou segurar a celebração. "Eu estava em Amsterdã vendo o jogo do Brasil e Holanda. O Branco fez o gol de falta e só tinha holandês. Eu não pude comemorar."

A situação se repetiu na final. Desta vez, em Roma, ele assistiu ao confronto histórico entre Brasil e Itália rodeado de torcedores italianos. Quando Roberto Baggio chutou o pênalti decisivo para fora, e o Brasil era tetracampeão, Antônio voltou a segurar o grito. "94 ficou muito marcado porque a final foi Brasil e Itália. Eu estava na Itália. Vi o jogo em Roma. E quando o Baggio chutou o pênalti pra fora, a gente não pôde comemorar direito. Foram duas comemorações que eu não pude fazer."

Ao recordar a conquista de 2002, o empresário destaca o retorno de Ronaldo após graves lesões e o talento de uma geração que ainda hoje é lembrada com admiração. "A de 2002 foi muito especial porque foi a volta do Ronaldo. Ronaldo marcou dois gols na final. O time tinha Ronaldinho Gaúcho, era outra geração", lembra. 

Apesar de não ter podido celebrar como gostaria em 1994, ele carrega as duas conquistas com muito carinho. E diz que, para ele, o tempo parece não ter passado tanto assim. "Não parece que já tem 24 anos desde 2002. A de 94 foi muito legal. Parece que todo mundo tirou um peso das costas, porque foram 24 anos, que nem está agora."

Mesmo depois de tantos anos sem conquistas, ele acredita que a Copa continua sendo um dos maiores eventos do país e que a essência do ritual não mudou. "No Brasil, a Copa é um evento muito cívico. As crianças colecionam álbum de figurinha, tem churrasco, festa. É a única vez que a gente canta o Hino Nacional todo junto, sentindo a mesma energia."

Soraya Araújo, 46 anos e esposa de Antônio, tem sua própria versão da história. Ela também guarda a Copa de 1994 como a primeira que ficou gravada de verdade na memória, mas viveu a experiência de um lugar bem diferente do marido. "Eu lembro mais a de 94. Eu não estava em casa, estava na casa da minha madrinha."

Enquanto Antônio torcia rodeado de italianos, em Roma, Soraya acompanhava o jogo em família, no Brasil, na casa de quem a acolheu naquela tarde histórica. A final entre Brasil e Itália, decidida nos pênaltis, ficou marcada como um dos momentos mais tensos da história do futebol brasileiro.

Soraya também lembra de 2002 e da emoção em torno de Ronaldo Fenômeno, que foi para a Copa carregando o peso de quem precisava provar que havia superado as lesões que o tiraram de campo por tanto tempo.

Das edições recentes, uma ficou marcada não pela alegria, mas pela dor: a do 7 a 1 da Alemanha. O fatídico resultado de 2014, sofrido em Belo Horizonte diante de uma torcida que esperava o hexa em casa, continua sendo a ferida mais difícil de cicatrizar para toda uma geração de torcedores. Soraya não é exceção.

Agora é a vez das filhas

Se Antônio e Soraya guardam lembranças de títulos e tragédias, suas filhas gêmeas, Ana Valentina e Isadora, de 8 anos, estão construindo agora as primeiras memórias relacionadas ao Mundial. Para elas, a Copa ainda é uma descoberta. O álbum de figurinhas, os jogadores, as seleções e os rituais da torcida fazem parte de um universo novo que vai se abrindo a cada jogo. 

Isadora está montando o álbum da Copa. Ana revelou que ainda espera ganhar o próprio. Mas a ausência não diminui o entusiasmo. Ela já tem Mbappé como jogador favorito, além de Neymar, pela razão mais simples e mais bonita que existe: "porque ele é brasileiro."

O pai, ao lado, lembra que será a primeira Copa que as filhas vão acompanhar de verdade. "A primeira que eu lembro foi quando eu tinha 8 anos, então acho que vai ser a primeira Copa que agora elas vão entender o que é, vão ver a gritaria, os berros, a torcida. E, para mim, é um momento muito legal. Você ver Copa com o filho é a realização de que a gente tá aqui junto."

Apesar da pouca idade, a expectativa já existe, e Ana foi além. Ela criou uma teoria própria para justificar por que acredita no título brasileiro, envolvendo coincidências entre a Copa de 2002 e a atual edição. Na visão da menina, o fato de o Brasil estar no mesmo grupo em que esteve em 2002, aliado à lesão de Neymar, assim como Ronaldo também se machucou antes daquela Copa, é sinal de que o roteiro pode se repetir.

"Minha teoria é: o Brasil ganhou na Copa de 2002. Era muito jogador antigo, o Ronaldinho Gaúcho estava, o Ronaldo. E o Ronaldo teve uma lesão como o Neymar teve agora. E o Brasil caiu no Grupo C. E nessa Copa o Brasil está no Grupo C, e o Neymar teve uma lesão. Então, significa que o Brasil deve ganhar."

E, ao ser questionada se acredita de verdade, a resposta veio com a honestidade típica de quem ainda tem 8 anos: "Não tenho certeza, mas tenho fé."

A espontaneidade infantil revela a confiança mesmo sem nenhuma garantia. Quando questionadas sobre como comemorariam um possível título, não souberam escolher entre entrar na piscina, derrubar tudo, gritar e festejar, mas esperam não ter que lamentar a falta do título. 

 

 12/06/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil.  Brasilia - DF. Família com esperança que o Brasil se tornará hexa em 2026. Antônio Araújo, Soraya Araújo e suas filhas Isadora(verde) e Ana Valentina.
12/06/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Família com esperança que o Brasil se tornará hexa em 2026. Antônio Araújo, Soraya Araújo e suas filhas Isadora(verde) e Ana Valentina. (foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Da frustração à esperança

Para os brasileiros que nasceram depois de 2002, a relação com a Seleção é diferente. Não existe memória afetiva de conquista. O que existe é uma construção feita de histórias ouvidas, vídeos assistidos e uma expectativa que cresce a cada edição sem se concretizar.

O analista de dados Gustavo de Melo, 23 anos, nunca viu o Brasil conquistar uma Copa do Mundo. "Minha primeira lembrança de Copa foi em 2010, minha família toda se juntando para ver os jogos da Seleção." Desde então, ele aprendeu que torcer pelo Brasil envolve uma mistura constante de esperança e frustração. "A sensação de torcer pela seleção brasileira na Copa é sempre ter uma expectativa alta por conta do histórico e acabar se decepcionando depois. Eu torço muito e fico bastante desolado quando acontecem as eliminações", conta. 

Ainda assim, o encanto permanece intacto. Gustavo acompanha as campanhas de outras seleções e mantém viva a chama da esperança. "Eu amo a Copa do Mundo, vejo todos os jogos, porque gosto muito de futebol, e também torço muito para o Brasil na esperança de viver o que as gerações passadas viveram."

Gustavo de Melo acompanha o futebol com esperança de um dia ter a felicidade de vivenciar as histórias que escuta sobre a conquista de títulos da Seleção
Gustavo de Melo acompanha o futebol com fé de um dia ter a felicidade de vivenciar as histórias que escuta sobre a conquista de títulos da Seleção (foto: Arquivo pessoal )

O início de uma paixão

O influenciador digital Felipe Macedo, 25 anos, compartilha uma trajetória semelhante. A Copa de 2010, na África do Sul, também foi responsável por despertar sua paixão pelo futebol e permanece, até hoje, a edição pela qual guarda mais carinho.

"Na época, eu era criança e tinha bastante tempo livre, então passava horas em frente à televisão acompanhando as grandes seleções, os craques que brilhavam naquele Mundial, como Kaká, Cristiano Ronaldo, Messi e Diego Forlán, além de assistir à maior parte dos jogos. Foi uma experiência que marcou profundamente a minha paixão pelo futebol", relembra.

Aos 25 anos, Felipe Macedo tem esperança de ver o Brasil ganhar a Copa do Mundo pela primeira vez
Aos 25 anos, Felipe Macedo tem esperança de ver o Brasil ganhar a Copa do Mundo pela primeira vez (foto: Fotos: Arquivo pessoal )

Sem ter visto um título mundial da Seleção, ele encontrou na conquista olímpica de 2016 uma referência recente de sucesso, e na figura de Neymar uma ponte entre o passado glorioso e o presente incerto. "Tive a felicidade de ver Neymar liderar a Seleção Brasileira na conquista da primeira medalha de ouro olímpica da história do país. Desde então, acompanho a nossa Seleção com a esperança de reviver os tempos gloriosos que meus pais e avós tiveram o privilégio de presenciar."

Entre todas as histórias que ouviu sobre 2002, uma permanece especialmente viva. "Uma das histórias que mais ouvi do meu pai foi sobre a expectativa em torno do Ronaldo Fenômeno naquela Copa. Ele contou que muita gente ainda tinha dúvidas se ele conseguiria voltar ao seu melhor nível depois das graves lesões que sofreu nos anos anteriores. Por isso, quando ele terminou o Mundial como artilheiro e marcou os dois gols da final contra a Alemanha, a sensação foi de redenção completa", ressalta. 

Para Felipe, o futebol ocupa um espaço único na cultura brasileira  e vai muito além do resultado dentro de campo. "O futebol faz parte da identidade do povo brasileiro. A cada quatro anos, reunir amigos e familiares para torcer pela Seleção e ver nossos jogadores representando o Brasil diante do mundo é uma experiência única. Dentro de campo, eles refletem características que marcam o nosso povo, como a garra, a determinação e a paixão pela vitória", celebra. 

Ele acredita que a atual geração tem condições de encerrar o jejum e aposta na qualidade técnica do elenco como principal argumento. "O que me dá confiança é a qualidade individual dos jogadores, muitos deles atuando em alguns dos maiores clubes do mundo, como Vini Jr., Raphinha, Marquinhos e Gabriel Magalhães. Além disso, vejo uma nova safra de talentos surgindo, como Endrick e Rayan, o que aumenta as opções e esperanças de boas atuações do nosso time."

Duas versões da mesma espera

Na família Cordeiro, o futebol é uma paixão que une gerações, mas não necessariamente as une na mesma perspectiva. Ítalo Rodrigues Cordeiro tem 19 anos e acompanhou sua primeira Copa de verdade em 2014, justamente a edição realizada no Brasil. A expectativa era enorme. O resultado, devastador. "Todo ano de Copa, sempre tenho muita esperança, mas ainda com a dúvida se o Brasil é capaz de vencer."

Apesar de carregar cicatrizes causadas pelos 24 anos de derrotas, Ítalo mantém o otimismo. Seu nome da esperança é Rayan, o jovem atacante que, na visão do estudante, pode ser o protagonista desta edição mesmo sem ser titular absoluto. "Acredito que ele até não seja titular absoluto, mas acredito que ele pode ser o cara do hexa."

Itamar Moreira Cordeiro divide o amor pelo futebol com os filhos, Ítalo, Murilo e Heitor
Itamar Moreira Cordeiro divide o amor pelo futebol com os filhos, Ítalo, Heitor e Murilo (foto: Arquivo pessoal )

Questionado sobre o que significaria ver o Brasil campeão pela primeira vez, a resposta é direta e sem rodeios: "Um marco histórico."

Já seu pai, o empresário Itamar Moreira Cordeiro, 49 anos, tem uma visão mais crítica, e não esconde a amargura de quem viveu os anos de ouro do futebol brasileiro e nunca mais encontrou o mesmo nível.

Pai de três filhos apaixonados por futebol, Ítalo, 19 anos, Murilo, 16, e Heitor, 11, Itamar lembra com nostalgia dos jogadores que fizeram sua geração vibrar. "Romário, Bebeto, Fenômeno, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho são os jogadores que mais representaram a Seleção na minha época. Tem o Denilson, que era tipo o 12º jogador da Copa de 2002", lembra.

Os momentos que ficaram gravados na memória também são muito específicos: "O gol do Bebeto que ele comemora como se estivesse balançando seu filho; o pênalti para fora do Roberto Baggio na Copa de 94; o gol do Gaúcho de falta contra a Inglaterra; o batalhão de turcos correndo atrás do Denilson na semifinal; e o gol do Fenômeno depois da batida de roupa do Oliver Kahn."

Sobre o que mudou desde então, a avaliação é dura. "Futebol deixou de ser paixão e começou a virar negócio", diz. Ao analisar os 24 anos de espera pelo hexa, não esconde a frustração. "Horrível. Para quem viveu futebol de 1994 a 2006, nunca vai se contentar com o que a seleção apresenta hoje."

Sobre as chances desta Copa, ele é categórico. "Se o jejum acabar, será um milagre", afirma. Ainda assim, reconhece que um eventual título teria impacto importante, especialmente para os mais jovens. "Acho que até essa geração mais nova duvida desse título. Mas se caso acontecer, pode dar uma renovada na fé dessa moçada", acrescenta. 

Por que o brasil continua acreditando?

Para o vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Gustavo Henrique, a paixão da torcida brasileira permanece forte mesmo entre aqueles que nunca viram a Seleção campeã, e os dados confirmam essa percepção. “Existe uma geração que conhece os títulos mundiais apenas por vídeos, histórias e relatos dos pais e avós. Isso muda a forma de se relacionar com a Seleção, porque a referência deles não é a conquista, mas as histórias que ouvem e as expectativas criadas a partir disso.”

Segundo ele, isso não diminui o vínculo com a equipe nacional, pelo contrário. “Os jovens são fascinados pelo futebol brasileiro, ao contrário do que muita gente pensa, e são a parcela da população mais esperançosa com a Seleção.”

Ele cita uma pesquisa encomendada pela entidade, segundo a qual 74% dos torcedores com até 24 anos avaliam positivamente a equipe. Esse número, para o dirigente, reflete a força de um sentimento que não depende apenas dos resultados.

Na avaliação de Gustavo Henrique, a confiança no hexa está relacionada a uma combinação entre talento individual e maturidade coletiva. “O Brasil continua revelando jogadores de altíssimo nível, que atuam nos maiores clubes do mundo, mas hoje existe também uma equipe mais equilibrada, com atletas acostumados a grandes decisões. Em Copas do Mundo, o aspecto emocional e a capacidade de competir em momentos decisivos fazem muita diferença”, diz.

O vice-presidente também destaca o papel de Carlo Ancelotti à frente da equipe como um diferencial desta edição. “Temos conosco um dos maiores técnicos da história do futebol”, opina. E vai além, falando sobre o que uma conquista representaria para o país. “O hexa é um sonho que acompanha milhões de brasileiros há mais de 20 anos. Uma conquista desse tamanho teria um impacto emocional enorme, porque encerraria um longo período de espera e reafirmaria a tradição do Brasil como uma das maiores potências do futebol mundial.”

Mais do que uma competição esportiva, a Copa do Mundo é um fenômeno cultural. Ela cria lembranças compartilhadas entre diferentes gerações. Os mais velhos recordam os títulos e as noites de celebração. Os mais jovens acumulam histórias de eliminações, promessas e expectativas renovadas a cada quatro anos. E as crianças estão descobrindo agora, pela primeira vez, o que significa torcer de verdade.

  •  12/06/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil.  Brasilia - DF. Família com esperança que o Brasil se tornará hexa em 2026. Antônio Araújo, Soraya Araújo e suas filhas Isadora(verde) e Ana Valentina.
    12/06/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Família com esperança que o Brasil se tornará hexa em 2026. Antônio Araújo, Soraya Araújo e suas filhas Isadora(verde) e Ana Valentina. Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press
  •  12/06/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil.  Brasilia - DF. Família com esperança que o Brasil se tornará hexa em 2026. Antônio Araújo, Soraya Araújo e suas filhas Isadora(verde) e Ana Valentina.
    12/06/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Família com esperança que o Brasil se tornará hexa em 2026. Antônio Araújo, Soraya Araújo e suas filhas Isadora(verde) e Ana Valentina. Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press
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    12/06/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Família com esperança que o Brasil se tornará hexa em 2026. Antônio Araújo, Soraya Araújo e suas filhas Isadora(verde) e Ana Valentina. Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press
  • Gustavo de Melo acompanha o futebol com fé de um dia ter a felicidade de vivenciar as histórias que escuta sobre a conquista de títulos da Seleção
    Gustavo de Melo acompanha o futebol com fé de um dia ter a felicidade de vivenciar as histórias que escuta sobre a conquista de títulos da Seleção Foto: Arquivo pessoal
  • Itamar Moreira Cordeiro divide o amor pelo futebol com os filhos, Ítalo, Heitor e Murilo
    Itamar Moreira Cordeiro divide o amor pelo futebol com os filhos, Ítalo, Heitor e Murilo Foto: Arquivo pessoal
  • Aos 25 anos, Felipe Macedo tem esperança de ver o Brasil ganhar a Copa do Mundo pela primeira vez
    Aos 25 anos, Felipe Macedo tem esperança de ver o Brasil ganhar a Copa do Mundo pela primeira vez Foto: Fotos: Arquivo pessoal
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postado em 21/06/2026 06:00
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