CRÔNICA DA CIDADE

Crônica: O ano começou (de novo)

Cheguei à conclusão, portanto, de que o ano tem vários inícios. O primeiro deles, porque não, o próprio dia 1º de janeiro, como atesta nosso calendário romano. Ou quem sabe um mês mais tarde, se considerarmos o calendário chinês…

Um ano pode ter muitos começos -  (crédito: Reprodução/Pixabay)
Um ano pode ter muitos começos - (crédito: Reprodução/Pixabay)

Por essas bandas é tradição considerar que o ano só começa depois do carnaval. Tem um pouco a ver com a política, um outro tanto com o clima na região e mais um bocado com as nossas características culturais — nós, os velhos homens e mulheres cordiais, malandros, malemolentes e sagazes.

Apesar de, em grande parte, essa ser uma verdade, não podemos cravar que se trate de característica universal dos calendários. Inícios podem ser variáveis a depender de quem os define ou os promete. Quem nunca jogou um "estou chegando" quando na verdade acabara de sair de casa? 

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Cheguei à conclusão, portanto, de que o ano tem vários inícios. O primeiro deles, porque não, o próprio dia 1º de janeiro, como atesta nosso calendário romano. Ou quem sabe um mês mais tarde, se considerarmos o calendário chinês…

Tem também o início do ano de quando passa o carnaval. Tem ano que insiste em começar só quando o Congresso retoma os trabalhos, e outros que nos dão a graça de só lançarem o pontapé depois que voltamos de férias. Tem vezes que a gente engata mesmo no fim do recesso escolar e, em outras, julho vira uma espécie de recomeço. São os anos dois-em-um.

Agora, não sei se você foi assim, mas por aqui este último domingo certamente marcou um início. O ano começou de novo com a largada da campanha para as eleições de 2026 em todo o país. Você que mora em outras unidades da Federação certamente passou por essa experiência em 2024, quando elegeu seu prefeito e candidatos para as assembleias legislativas.

Aqui em Brasília, apesar de acompanharmos a movimentação como jornalistas, nós só votamos de quatro em quatro anos, e é nesses momentos que sentimos as emoções e o caos que é estar imerso nas campanhas eleitorais. A política e a democracia são tão necessárias uma à outra quanto a nós, ditos cidadãos respeitáveis.

Devíamos, portanto, estar alegres e satisfeitos por não termos passado fome nas nossas cidades maravilhosas. Mas não funciona assim. Como eleitores e fiscalizadores, queremos mais. Estamos cansados, é verdade, mas é nosso dever seguir atentos e fortes para encarar os desafios que os novos tempos impõem.

O ano começou de novo ontem, e hoje é nossa chance de promovermos transformações. Avaliar propostas, colocar prós e contras na ponta do lápis. Vale para a eleição e para qualquer planejamento dessas nossas vidas embrulhadas pelo quadradinho brasiliense.

 


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postado em 25/08/2026 21:44 / atualizado em 25/08/2026 21:47
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